Economia
11 Maio 2017

Brasileiro está mais disposto a gastar no Dia das Mães

De acordo com a pesquisa, 47,3% dos entrevistados pretendem comprar itens da categoria Vestuário, como blusas, camisas e vestidos. Perfumaria é apontada por 9,4%, seguida por Flores (5%) e Calçados (4,7%). Do total, 24,7% responderam que comprariam outros produtos.

Os filhos terão que desembolsar um pouco mais neste Dia das Mães. As 27 opções de presentes em produtos e serviços selecionados para a pesquisa apresentaram, em média, aumento de 4,76%, entre maio de 2016 e abril de 2017. O percentual ficou acima da inflação acumulada do mesmo período, que foi de 4,17%. Apesar disso, as vendas na segunda data mais importante para o comércio podem dar um fôlego ao setor. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE) aponta melhora, mesmo que tímida, na disposição do brasileiro em gastar com presentes na ocasião. O indicador que mede o ímpeto para os gastos foi de 51,4, em 2016, para 59,4 pontos, este ano.

A proporção de consumidores que responderam que irão gastar menos diminuiu 7,2 pontos em relação ao ano passado, ao passar de 51,8% para 44,6%, do total das 2047 pessoas entrevistadas. Enquanto a proporção dos que pretendem gastar a mesma coisa aumentou 6,3 pontos, de 45,0% para 51,4%. Segundo a economista e coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda, os resultados reverberam a lenta retomada pela qual passa a economia do país.

“A recuperação modesta das perspectivas de consumo está relacionada a uma ligeira melhora da situação financeira das famílias, decorrente da redução das taxas de juros, desaceleração da inflação e também pela liberação dos recursos do FGTS ao reduzir endividamento e possibilitar o consumo”, avaliou a pesquisadora.

De acordo com a pesquisa, 47,3% dos entrevistados pretendem comprar itens da categoria Vestuário, como blusas, camisas e vestidos. Perfumaria é apontada por 9,4%, seguida por Flores (5%) e Calçados (4,7%). Do total, 24,7% responderam que comprariam outros produtos.

Apesar da inflação média dos itens mais consumidos nesse período ter ficado acima da média registrada pelo IPC, comprar roupas femininas está mais barato que no ano passado. O grupo registrou variação de -1,27%. Celulares (-4,05%) e máquinas fotográficas (-0,12%) também apresentaram recuo em seus preços. Em contrapartida, perfumes (7,92%) e calçados (2,81%) registraram alta.

“Na realidade, os que tiveram maior rigidez na pesquisa foram os serviços. Praticamente metade da cesta fica com bens duráveis e a outra com serviços. Bens duráveis, como o crédito está difícil e a demanda fraca, não subiram tanto”, explica André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do IBRE.

Entre os serviços, cuja média de aumento foi de 6,41%, nenhum registrou reajuste abaixo da inflação. Vale destacar os que mais contribuíram para a elevação: teatro (36,66%), show musical (9,79%) e cinema (6,91%).