Confiança da Construção tem ligeira alta e retorna ao nível de setembro de 2016
Economia
12 Julho 2017

Confiança da Construção tem ligeira alta e retorna ao nível de setembro de 2016

Os indicadores da Sondagem de Construção revelam um quadro ainda de pessimismo entre as empresas do setor. A contribuição do ambiente de incerteza política para a continuidade desta visão pessimista sobre o rumo dos negócios, pode ser ilustrada pela expressiva piora das expectativas no segmento de Obras de Infraestrutura nos últimos dois meses.

O Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE), variou 0,2 ponto em junho, atingindo 74,2 pontos, considerando-se dados ajustados sazonalmente. Com o resultado, o índice retorna ao nível de setembro de 2016.

“A pequena alta do ICST em junho sugere que o efeito percebido do aumento da incerteza após 17 de maio sobre os negócios não foi expressivo. A desagregação setorial do resultado revela dinâmicas distintas entre os principais segmentos do setor. No de Edificações – menos dependente de iniciativas diretas do governo – as expectativas voltaram a subir em junho após queda expressiva no mês anterior. Já no segmento de Obras de Infraestrutura, houve piora adicional neste último mês”, avaliou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do IBRE.

A alta do ICST em junho decorreu de melhora discreta tanto da avaliação presente das empresas quanto das perspectivas no curto prazo: ambos os índices avançaram 0,2 ponto. O destaque do Índice de Situação Atual (ISA-CST) foi o indicador que mede a situação dos negócios correntes, que avançou 1,2 ponto, para 65,8 pontos, após recuar 2,2 pontos em maio.

A alta do Índice de Expectativas (IE-CST) foi provocada pela subida do indicador que mede o otimismo com a situação a situação dos negócios nos próximos seis meses, que subiu 0,4 ponto, para 86,0 pontos, após cair 3,8 pontos no mês anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor recuou 0,6 ponto percentual (p.p.), em junho, alcançando 61,5%, 21,4 pontos percentuais abaixo do maior nível da série histórica da pesquisa, registrado em setembro de 2013 (82,9%). 

Os indicadores da Sondagem de Construção revelam um quadro ainda de pessimismo entre as empresas do setor. A contribuição do ambiente de incerteza política para a continuidade desta visão pessimista sobre o rumo dos negócios, pode ser ilustrada pela expressiva piora das expectativas no segmento de Obras de Infraestrutura nos últimos dois meses.

O resultado completo da Sondagem da Construção está disponível no site.

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