Estudo avalia impacto do atendimento do Sebrae na adimplência do MEI em comunidades
Administração
13 Junho 2017

Estudo avalia impacto do atendimento do Sebrae na adimplência do MEI em comunidades

A pesquisa indica que o atendimento, em especial as sessões de orientação, aumentou a taxa de adimplência da contribuição mensal do MEI, em média, em 15% no período das orientações e estes efeitos foram duradouros e se mantiveram mesmo após o atendimento.

A Fundação Getulio Vargas realizou um estudo nas maiores comunidades da cidade do Rio de Janeiro para saber qual tipo de atendimento oferecido pelo Sebrae/RJ (orientação, consultoria, cursos, oficinas e workshops) tem efeito significativo na adimplência do microempreendedor individual (MEI). De acordo com o levantamento, o MEI atendido pela instituição tende a ser mais adimplente do que aqueles que se formalizaram por conta própria.

O estudo tomou como base o período entre março de 2012 e novembro de 2015, quando foram feitos 20.191 atendimentos. A pesquisa foi realizada pela doutoranda Anna-Katharina Lenz e os professores Cesar Zucco Jr. e Rafael Goldszmidt, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV (EBAPE).

A pesquisa indica que o atendimento, em especial as sessões de orientação, aumentou a taxa de adimplência da contribuição mensal do MEI, em média, em 15% no período das orientações e estes efeitos foram duradouros e se mantiveram mesmo após o atendimento. Segundo Anna-Katharina, esse resultado destaca a importância da abordagem individual em que os técnicos do Sebrae auxiliam aos empreendedores nos pontos de atendimento instalados nas comunidades.

“Esta é a primeira vez em que um estudo científico comprova, com rigor metodológico, o excelente trabalho do Sebrae/RJ ao apoiar microempreendedores em manter as suas atividades formais nas comunidades cariocas”, ressalta Anna-Katharina. 

O levantamento observou que as mulheres são as mais adimplentes (53%); que a média de idade dos empreendedores pesquisados é de 40 anos e, aparentemente, não há relação entre a capacidade econômica do empreendedor e o pagamento do Documento de Arrecadação Simplificada do MEI (DAS-MEI).

De acordo com a Fabiana Xavier Ramos, analista do Sebrae/RJ, ou seja, a orientação continuada, possui maior impacto na adimplência e na busca por capacitações. “Os resultados do estudo tornaram evidente que é necessário formatar um modelo de atendimento individual e escalável, ao considerar que esse público precisa de uma operação assistida nos primeiros momentos (antes mesmo de acessar capacitações). Esse é um desafio”, afirma. 

Anna-Katharina Lenz também destaca que a próxima questão é como aumentar a formalização do pequeno empreendedor. “Os estudos em andamento no Complexo da Maré buscam alternativas para aprimorar ainda mais as futuras atividades do Sebrae/RJ e aumentar a sua eficiência e custo-benefício”.