Férias escolares vão pesar no bolso dos pais
Economia
10 Julho 2017

Férias escolares vão pesar no bolso dos pais

Apesar dos aumentos registrados, as despesas com alimentação avançaram menos que a inflação, subindo, nos últimos 12 meses, 0,63%. Entre os alimentos, a queda de 12,54% registrada nos preços das frutas desponta como principal contribuição para o arrefecimento dos preços desse grupo.

O mês de férias, tão aguardado pelas crianças, chegou. E com ele veio também o aumento dos preços de produtos e serviços mais procurados no período. Entre julho de 2016 e junho de 2017, os preços avançaram 4,78%, ficando acima da inflação acumulada no mesmo intervalo de tempo (3,44%), de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE).

O levantamento, realizado por André Braz, economista e coordenador do IPC, mostra que a maioria dos itens destacados ficou mais cara em relação ao ano passado, tais como: milho de pipoca (14,96%), bolo pronto (13,51%) e pão de forma (11,21%). Há aqueles que subiram ainda mais, como passagens aéreas (15,44%), teatro (14,85%) e show musical (12,07%).

Apesar dos aumentos registrados, as despesas com alimentação avançaram menos que a inflação, subindo, nos últimos 12 meses, 0,63%. Entre os alimentos, a queda de 12,54% registrada nos preços das frutas desponta como principal contribuição para o arrefecimento dos preços desse grupo.

Segundo André Braz, para tentar driblar as altas e poder curtir o período sem abrir mão da economia, há boas alternativas. “Algumas cidades, como o Rio de Janeiro, contam com amplas áreas de lazer de baixo custo, como praias, praças, museus e zoológicos. Esse tipo de programação não custa muito caro e ainda entretém as crianças. Vale procurar também por descontos nos ingressos de teatro, shows e outras atrações culturais”, conclui.

O estudo completo está disponível no site.