Desafios regulatórios e legais para investidores chineses é debatido em seminário no Rio de Janeiro

O professor da Direito Rio, Evandro Menezes de Carvalho, que divide a coordenação científica do seminário com o diretor da CNOOC Brazil Jia Yao, destaca que a China é o primeiro parceiro comercial do Brasil desde 2009 e um dos maiores investidores do país.
法学
21 七月 2017
Desafios regulatórios e legais para investidores chineses é debatido em seminário no Rio de Janeiro

A Escola de Direito do Rio de Janeiro da FGV (Direito Rio) promove no dia 3 de agosto, no Rio de Janeiro, o I Seminário Brasil-China: Desafios Regulatórios e Legais para as Empresas e Investimentos Chineses no Brasil. O evento, em parceria com a Associação Brasileira de Empresas Chinesas, tem como objetivo contribuir para o fortalecimento bilateral desde a perspectiva do Direito brasileiro e internacional.

“Os chineses estão descobrindo, cada vez mais, que o sistema jurídico brasileiro tem um peso considerável para o êxito dos seus negócios. A percepção deles é que o nosso Direito é extremamente complexo e não tão amigável para os negócios. Abrir um canal de diálogo entre as empresas chinesas e os professores de Direito da FGV é uma iniciativa que poderá favorecer, ainda mais e de modo pragmático, um melhor entendimento do nosso sistema jurídico e, assim, ajudar a promover a relação bilateral entre o Brasil e a China”, afirma o professor da Direito Rio, Evandro Menezes de Carvalho, coordenador do Núcleo de Estudos China-Brasil.

Evandro Menezes de Carvalho, que divide a coordenação científica do seminário com o diretor da CNOOC Brazil Jia Yao, destaca que a China é o primeiro parceiro comercial do Brasil desde 2009 e um dos maiores investidores do país. Ele ressalta que, no ano passado, a China investiu, aproximadamente, US$ 12 bilhões, o dobro dos Estados Unidos, que ficaram em segundo lugar. Nos quatro primeiros meses deste ano, o país asiático já aportou no Brasil US$ 6 bilhões de dólares.

“Recentemente, foi criado o Fundo Brasil-China de Cooperação para Expansão da Capacidade Produtiva com um aporte de até US$ 20 bilhões, dos quais US$ 15 bilhões serão desembolsados pelos chineses e o restante pelo Brasil. Esse Fundo investirá em projetos prioritários em setores de infraestrutura no Brasil. E no que diz respeito ao estado do Rio de Janeiro, onde o evento será realizado, foi noticiado que os chineses têm planos de investir R$ 32 bilhões em projetos de infraestrutura, em energia, telecomunicações etc.", ressalta Evandro Menezes de Carvalho.

O professor da FGV lembra que a China tem adquirido ou instalado diversas empresas no Brasil, operadas por profissionais de ambos os países. Segundo ele, há uma troca de experiências e de cultura corporativa que poderá ter um impacto positivo na área de administração de negócios, no entendimento de visões diferentes sobre a relação com o consumidor e posicionamento de marca.

“Se bem aproveitada, a experiência de brasileiros nessas empresas poderá ajudar o Brasil nos negócios lá na China. Esse raciocínio vale para a área jurídica. Quanto mais os profissionais do Direito se relacionam com essas empresas, mais aprendem sobre visão chinesa dos negócios, o que pode favorecer empresas brasileiras no país asiático. Como há um gap muito grande de conhecimento entre as partes, o seminário será a primeira iniciativa no Brasil de aproximação estruturada das empresas chinesas com os profissionais do Direito”, aponta o professor.

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