Governança corporativa é decisiva para sucesso do negócio, explica fundador do IBGC em palestra na FGV

Roberto Faldini compartilhou a sua experiência profissional e pessoal para pontuar os principais desafios de governança para os dias atuais.
管理学
02 三月 2018
Governança corporativa é decisiva para sucesso do negócio, explica fundador do IBGC em palestra na FGV

Quando era mais jovem, Roberto Faldini queria ser capitão de navio. Não é à toa que já participou de mais de 20 cruzeiros. No entanto, esse dom foi direcionado para conduzir os negócios da família e da própria carreira, a ponto de se tornar um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), referência na propagação da governança corporativa no país. Faldini foi um dos convidados da 5ª Semana de Educação Executiva da FGV, em São Paulo, para palestrar sobre “A importância da governança corporativa para empresários, empreendedores e executivos”, assunto extremamente em voga diante da crise política e econômica do país.

O executivo compartilhou a sua experiência profissional e pessoal para pontuar os principais desafios de governança para os dias atuais. Atuando desde muito jovem em empresas familiares, primeiro por parte do pai e posteriormente em empresas da família materna, Faldini experimentou todas as situações que podem afetar um negócio, seja familiar ou mesmo profissionalizado.  Posteriormente, trabalhou no Banco Safra até o casamento com uma das herdeiras do que viria a ser a Metal Leve, em 1976. Fadini permaneceu na companhia até a sua venda, em 1996.

“A experiência no Banco Safra foi fundamental para que eu pudesse participar da abertura de capital da própria Metal Leve, onde atuei como diretor financeiro”, prosseguiu. 

A segunda geração da família, herdeiros dos seis sócios-fundadores da Metal Leve, conviveu até 1996, quando houve o consenso de que a melhor alternativa seria a venda da empresa para uma multinacional alemã. Durante o período de 20 anos, explica Faldini, a Metal Leve experimentou todas as situações que podem levar uma empresa à crise, seja desentendimento entre sócios, em geral parentes, até mesmo choques externos e outros impactos da dinâmica econômica brasileira, até que, em 1991, depois de passar uma temporada estudando no Insead (França), o executivo voltou com a proposta de completa profissionalização da companhia, com a transição estratégica dos donos familiares para o Conselho de Administração.

Posteriormente, atendendo ao convite do então ministro da Economia Marcilio Marques Moreira, Faldini assumiu a diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), onde conduziu o primeiro lançamento de BDR (Brazilian Deposit Receives) de uma empresa brasileira no Bolsa de Nova York, no caso a Aracruz. Em resumo, Faldini enfatizou que um empreendimento corre muito mais risco em casos onde não há uma governança familiar e corporativa bem estruturada.

“Muitas vezes, iniciativas brilhantes podem ser comprometidas caso não exista um plano de sucessão ou então de acordos de acionistas que estabeleçam regras claras de decisão”, explicou.

A 5ª Semana de Educação Executiva termina nesta sexta, 2 de março, com palestras a partir das 19h sobre “Tendências em RH e Gestão de Pessoas” e “Finanças na estratégia da empresa - como os conselhos e diretores enfrentam as decisões?”. Para mais informações e inscrições, acesse o site.