Confiança Empresarial recua ao menor nível desde novembro de 2017

“Depois de ficar estável no início do ano, a confiança empresarial recua pelo segundo mês seguido, sob influência da insatisfação com o ritmo lento da economia, as incertezas políticas e as piores perspectivas para o cenário externo. A coleta de informações para esta edição do índice encerrou-se em 23 de maio, não dando tempo para captar os efeitos da greve dos caminhoneiros” afirma Aloisio Campelo Jr.
经济学
30 五月 2018
Confiança Empresarial recua ao menor nível desde novembro de 2017

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) recuou 0,6 ponto em maio, para 92,8 pontos, o menor nível desde novembro de 2017 (92,1 pontos).

“Depois de ficar estável no início do ano, a confiança empresarial recua pelo segundo mês seguido, sob influência da insatisfação com o ritmo lento da economia, as incertezas políticas e as piores perspectivas para o cenário externo. A coleta de informações para esta edição do índice encerrou-se em 23 de maio, não dando tempo para captar os efeitos da greve dos caminhoneiros. É possível que os desdobramentos econômicos e políticos desta crise levem a uma piora das expectativas em junho” afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

O subíndice da Situação Atual (ISA-E) permaneceu estável no mês, em 90,3 pontos, interrompendo a sequência de 16 altas consecutivas. Já o Índice de Expectativas (IE-E) caiu 0,9 ponto, para 97,4 pontos, menor nível desde dezembro (97,4 pontos). A distância entre os dois indicadores vem diminuindo gradualmente desde fevereiro, de 10,2 para 7,1 pontos, uma aproximação que decorre da combinação não virtuosa de perda de fôlego do ISA-E e queda do IE-E.

A confiança recuou nos setores do Comércio (-4,1 ptos) e Serviços (-2,4 ptos) e permaneceu praticamente constante na Indústria e na Construção. Os setores do Comércio e Serviços contribuíram igualmente (50% cada) para a queda do ICE no mês.

Difusão da Confiança

Em maio, houve alta da confiança em 47% dos 49 segmentos que integram o ICE. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta, ficou constante em relação ao mês anterior, em 44% do total. Para a edição de maio de 2018, foram coletadas informações de 4.903 empresas entre 2 e 23 de maio.

A próxima divulgação do ICE ocorre no dia 2 de julho de 2018. Para mais informações, acesse o site.

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