IGP-DI recua para -0,51% em agosto de 2019

Com este resultado, o índice acumula alta de 3,86% no ano e de 4,32% em 12 meses. Em agosto de 2018, o índice havia subido 0,68% e acumulava elevação de 9,06% em um ano
经济学
09 九月 2019
IGP-DI recua para -0,51% em agosto de 2019

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) caiu 0,51% em agosto, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando o índice havia registrado queda de 0,01%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,86% no ano e de 4,32% em 12 meses. Em agosto de 2018, o índice havia subido 0,68% e acumulava elevação de 9,06% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) intensificou a desaceleração de sua taxa passando de -0,22% em julho para -0,90% em agosto. Na análise por estágios de processamento, o grupo Bens Finais variou -0,10% em agosto após registrar queda de 0,53% em julho. O principal responsável pela taxa menos negativa do grupo foi o subgrupo alimentos in natura, que passou de -5,56% para -1,37%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,25% em agosto, após registrar alta de 0,26% em julho.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -1,10% em julho para -0,47% em agosto. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de -1,10% para -0,45%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,35% em agosto, ante queda de 0,86% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 2,27% em agosto. Em julho, a taxa havia subido 1,14%. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (9,23% para -11,35%), café (em grão) (3,25% para -3,61%) e suínos (1,00% para -10,32%). Em sentido oposto, vale citar soja (em grão) (-3,01% para 7,65%), leite in natura (-6,90% para -0,84%) e cana-de-açúcar (-1,62% para -0,22%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,17% em agosto, após alta de 0,31% no mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para a desaceleração da taxa do IPC partiu do grupo Alimentação (0,35% para -0,36%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -0,34% para -10,75%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (1,02% para 0,81%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,18%), Despesas Diversas (0,35% para -0,05%) e Vestuário (-0,24% para -0,29%). Nestas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (5,56% para 3,36%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,27% para -0,29%), alimentos para animais domésticos (2,32% para -1,35%) e roupas infantis (-0,03% para -1,19%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,48% para 0,13%), Comunicação (0,03% para 0,38%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,03% para 0,13%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados na taxa dos seguintes itens: etanol (-3,49% para 3,16%), tarifa de telefone residencial (0,03% para 1,48%) e show musical (-0,04% para 3,18%).

O núcleo do IPC repetiu a taxa de 0,20% registrada no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 47 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 28 apresentaram taxas abaixo de -0,01% linha de corte inferior, e 19 registraram variações acima de 0,39%, linha de corte superior. Em agosto, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 47,04%, ficando 12,43 pontos percentuais abaixo do registrado em julho, quando o índice foi de 59,47%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,42% em agosto, ante 0,58% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de julho para agosto: Materiais e Equipamentos (0,24% para 0,06%), Serviços (0,34% para 0,25%) e Mão de Obra (0,84% para 0,69%).

O estudo completo está disponível no site.

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