EBAPE debate gestão sustentável de empresas a partir do caso Fibria

O evento, promovido pelo Núcleo de Estudos em Sustentabilidade da EBAPE, contou com moderação da professora Carmen Migueles. 
机构
19 十一月 2015

A Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV (EBAPE) promoveu, no último dia 12 de novembro, um amplo debate sobre gestão orientada para a sustentabilidade. O evento abordou o tema a partir do caso Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, que se notabiliza por suas ações estratégicas em busca da utilização de recursos naturais com responsabilidade.O evento, promovido pelo Núcleo de Estudos em Sustentabilidade da EBAPE, contou com moderação da professora Carmen Migueles. Ela destacou o atual cenário para a indústria de papel e celulose em que há uma grande redução de consumo na área gráfica por conta da digitalização do mundo, ao passo que aumentou o consumo de produtos de saúde e higiene.?Há uma interseção muito curiosa entre a inovação que a Fibria vem produzindo no produto de papel no combate de endemias e epidemias no sentido que o papel é cada vez mais usado em formas descartáveis nos cuidados relativos à saúde. Nós precisamos dar conta da produção desses produtos cuidando dos recursos, das pessoas e das comunidades de entorno. Esse equilíbrio entre sustentabilidade econômica, geração de lucro que permite investimento em pesquisa e mão de obra para melhoria para comunidades do entorno, e o desafio de criar soluções sustentáveis que cada vez mais são intensivas em recursos é o que se busca quando se fala em gestão pela sustentabilidade?, destacou a professora.Carlos Roxo, ex-diretor de sustentabilidade e relações corporativas e atualmente membro do Comitê de Sustentabilidade da empresa, por sua vez, destacou que, para obter sucesso com projetos de longo prazo em sustentabilidade, é necessário que esta seja uma dimensão da estratégia de negócio. ?Se a sustentabilidade não estiver ancorada na estratégia de negócios, ela fica sendo uma contribuição social, não tem legitimidade e corre o risco de na primeira crise naufragar. Sustentabilidade não pode ser filantropia. Esse é o conceito mais importante que a Fibria usou e ainda usa no desenvolvimento de seus negócios?, disse. Já Eduardo Fingerl, membro do Conselho de Administração da Fibria, destacou que, no mundo atual, os aspectos intangíveis do negócio passam a ganhar cada vez mais valor e essencialidade. A apresentação focou na relevância da inovação para a sustentabilidade das corporações. Citando a empresa, ele enfatizou a absoluta interseção dos aspectos socioambientais com os caminhos adotados pela empresa, que tem a madeira como principal insumo, nas inovações incrementais, radicais e disruptivas.Já Sérgio Besserman Vianna, membro do Conselho de Sustentabilidade da Fibria, abordou em sua palestra o tema das mudanças climáticas. Segundo ele, nas próximas décadas, o planeta deve estar de 2° C a 5° C mais quente.  Ele acredita que a Fibria se destaca como um importante ator nesse processo e que um dos maiores ativos da companhia é o conhecimento e a coragem de enfrentar esse desafio, e que a companhia está preparada para este cenário de grandes transformações. ?Sinceramente, como economista, eu acho que o ativo mais valioso de toda Fibria é um ativo intangível que é a capacidade, a coragem e a disposição de lidar com os tempos presentes das coisas futuras em termos práticos e sem ter as respostas. Ela não sabe quando o carbono será precificado, não sabe quando essas modificações virão, mas ela está disposta e está fazendo essas coisas?, concluiu.

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