IBRE aponta que escolaridade não é único fator que afeta economia

?A eficiência do marco regulatório, institucional e legal de operação de uma economia explica, conjuntamente com a escolaridade e a oferta de infraestrutura física, os diferenciais de renda entre o Brasil e os países desenvolvidos?. É o que afirma o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), Samuel de Abreu Pessôa, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo. De acordo com o economista, o nível educacional dos trabalhadores brasileiros afeta ? e muito ? o nível de produtividade de nossa mão-de-obra, mas não é o único fator que determina a defasagem entre a economia brasileira e a de outras nações.?A que atribuo essa diferença? A literatura acadêmica sugere que dois outros fatores estão relacionados a ela. O primeiro é a quantidade de capital físico. Trabalhadores de países desenvolvidos têm a seu dispor maior quantidade de máquinas e equipamentos, além de a economia ter à sua disposição uma quantidade de capital, na forma de infraestrutura física, muito mais ampla?, explica Pessôa, que em seguida cita outro fator. ?Em segundo lugar, a eficiência do marco institucional e legal no qual as economias ricas operam é, de forma geral, muito melhor?, acrescenta.Ainda de acordo com o economista, os principais problemas brasileiros no que se refere ao capital físico são a infraestrutura logística ? que inclui portos, rodovias, estradas, etc., ? e a infraestrutura urbana, como transporte coletivo e saneamento básico. Segundo ele, ?a oferta desses serviços depende da ação direta do Estado ou da regulação do Estado para permitir a adequada colaboração do setor privado, quer seja na forma de privatização, concessões, ou parcerias público-privadas?, esclarece o pesquisador.Já a oferta de máquinas e equipamentos depende exclusivamente de decisões privadas ? o que demonstra a necessidade de um marco regulatório que estimule o correto investimento pelos empresários.Clique aqui para ler a coluna completa, no site da Folha.








