Acordo de Bali pode favorecer Brasil, aponta IBRE

Os resultados da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada neste mês em Bali, na Indonésia, agradaram ao governo federal e a indústria brasileira. É o que afirma a pesquisadora da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) Lia Valls, em comentário no site do Instituto.De acordo com Lia, o que se convencionou chamar de Acordo de Bali facilitará o comércio e reduzirá custos administrativos. Contudo, a economista destaca: o pactuado ainda precisa evoluir. ?Há um longo caminho a percorrer, mas Bali sinalizou que os membros da OMC não descartaram ainda a possibilidade da negociação multilateral?, disse. A pesquisadora também avalia que o ambiente pós-Bali poderá contribuir para a retomada das negociações da Rodada de Doha, destacando que o novo acerto é um primeiro passo, mas que as dificuldades devem continuar.O Acordo de Bali é o primeiro realizado pela OMC em quase 20 anos. Com o objetivo de facilitar o comércio global, prevê compromissos em três pilares: agricultura, com um compromisso de reduzir os subsídios às exportações; ajuda ao desenvolvimento, que prevê isenção crescente das tarifas alfandegárias para os produtos procedentes dos países menos desenvolvidos, e facilitação de intercâmbios, que pretende reduzir a burocracia nas fronteiras.Clique aqui e leia a análise de Lia Valls sobre o Acordo de Bali no site do IBRE.








