FGV e Universidade Internacional da Flórida realizam encontro sobre protestos e governança

机构
24 九月 2013

Manifestações populares, boa governança e prestação eficaz de serviços públicos. Estes foram os temas tratados em fórum promovido na semana passada pela Diretoria Internacional da FGV (DINT) e pelo Institute for Public Management and Community Service (IPMCS) da Flórida International University (FIU), com palestrantes da América Latina, do Norte, da Europa e da Ásia.O evento contou com abertura do presidente da Fundação, Carlos Ivan Simonsen Leal, e dos diretores Bianor Cavalcanti, da DINT, e Allan Rosenbaum, do ICPMS.  Participaram  os especialistas Polya Katsamunska, da University of National and World Economy (Bulgária); de Emel Ganapati, da Florida International University; do senador da Colômbia Juan Mario Laserna; Cristina Rodriguez-Acosta, do IPMCS; de José Inostroza, da Universidad de Chile, dos professores da FGV  Regina Pacheco (EAESP) e Paulo Motta (EBAPE); e da deputada  estadual Rio de Janeiro Aspásia Camargo.No encontro, foram analisados os casos de protestos públicos e as reações dos governos e empresas em países como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Bulgária, Turquia e Estados Unidos. ?Essa foi uma rica oportunidade para levar a efeito uma reflexão compartilhada, comparativa e integrada, que relaciona criticamente as interfaces entre cidadania, representação política e os estamentos técnico-burocráticos, além de lançar luz sobre a complexa avaliação de mecanismos de manifestação do interesse público, em face de incapacidade de formulação e execução de políticas públicas mais sintonizadas com a sociedade?, explica o professor Bianor Cavalcanti.De acordo com Cavalcanti, em todos os países citados os protestos começaram devido a uma reinvindicação ? como o preço da passagem de ônibus, caso do Brasil ? e foram engrossados com um conjunto de reclamações não-articuladas, potencializadas pela comunicação entre os participantes através das redes sociais.  No entanto, cada um desses lugares teve uma motivação específica para o início dos levantes, assim como uma reação singular por parte dos governos e empresários. ?Os governos da Bulgária, da Turquia e da Argentina reagiram aos protestos com indiferença. Na Colômbia, os protestos foram realizados por mineiros, fazendeiros e a sociedade como um todo?, exemplifica.O professor lembra ainda que esse fenômeno pode representar o nascimento de uma nova ordem política ? propiciada, desde o passado, por novas tecnologias de comunicação. ?Um exemplo histórico é invenção de uma nova mídia, a imprensa, que levou à reforma, à renascença e a muitas revoltas, guerras e insurreições. Até hoje as mídias sociais causam desestabilidade em todo o mundo, como nos mostra a Primavera Árabe. Estaremos assistindo ao surgimento da primavera dos marginalizados??, reflete.Para Aspásia Camargo, ?o evento foi importantíssimo, pois trouxe exemplos surpreendentes, como o da Colômbia e o da Bulgária, que demonstram a fragilidade das instituições e da governança nos diferentes países do mundo?, comenta.O fórum ?Public Protest, Good Governance and Effective Public Service Delivery?  aconteceu no dia 17 de setembro no Edifício Argentina, na cidade do Rio de Janeiro.

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