Seminário da FGV discute legado dos megaeventos esportivos para o País

O aprofundamento das discussões sobre o legado dos megaeventos esportivos sediados no Brasil deu a tônica da segunda edição do seminário ?Gestão Esportiva FGV FIFA Master Alumni?, que aconteceu no dia 7 de agosto no Rio de Janeiro. O seminário reuniu gestores, dirigentes e representantes dos meios acadêmico e empresarial no Teatro Maison de France, no centro do Rio, para discutir os impactos positivos que os investimentos em esportes podem gerar nos próximos anos. Para os especialistas presentes, a herança deixada pela Copa das Confederações ? que aconteceu no último mês de junho ?, pela Copa do Mundo de 2014 e pelos Jogos Olímpicos que o Rio de Janeiro irá sediar em 2016 deve ir além da construção e modernização de estádios e das obras de infraestrutura urbana. ?Há um distanciamento da sociedade em relação ao assunto. O maior legado é o imaterial, e não somente o físico. Como o esporte pode se tornar um caminho de transformação social após os grandes eventos??, questionou o diretor de Negócios do Grupo Lance, Afonso Cunha. Segundo o secretário nacional de Esporte Educacional do Ministério do Esporte, Ricardo Cappelli, a ocorrência dos megaeventos abriu espaço para a estruturação de políticas públicas para o esporte. ?Este é o primeiro legado que já podemos observar?, apontou o secretário, citando medidas já em curso como a Lei de Incentivo ao Esporte ? que, segundo Cappelli, já captou mais de R$ 860 milhões ? e o Plano Brasil Medalhas 2016. Além das medidas governamentais, o seminário destacou a importância da qualificação dos gestores para a modernização do esporte. ?Há uma carência de qualificação e profissionalização esportiva no Brasil?, apontou o vice-diretor do Instituto de Desenvolvimento Educacional da FGV, Stavros Xanthopoylos, ao fazer um balanço do primeiro ano do programa ?Gestão, Marketing e Direito no Esporte?, fruto de uma parceria da FGV com a FIFA e o Centro Internacional de Estudos do Esporte (CIES). O curso foi implantado no Brasil no formato a distância, um fato inédito na história dos programas de qualificação do CIES e da FIFA. ?Esse modelo (online) deverá ser repetido pelo CIES em outros países?, avaliou o CEO do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Trade. Para saber mais, acesse o site do FGV Online. *Na foto, o CEO do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Trade, entre Stavros Xanthopoylos e Pedro Trengrouse.








