Crescimento brasileiro deve apresentar acomodação, aponta FGV

机构
20 六月 2013

O baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ? que, em maio último, segundo as Contas Nacionais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou aumento de 0,6% ?, surpreendeu os analistas e reduziu ainda mais a taxa média de crescimento projetada pelos economistas do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) para 2013.              De um crescimento de 2,7% do PIB (estimado no primeiro trimestre deste ano) o número caiu para 2,3%. Para 2014, a previsão é a de que o Brasil cresça um pouco mais, 2,6%. Além do fraco desempenho econômico do país, soma-se ao cenário a alta inflação, que deve ficar no patamar de 6% até dezembro. Segundo Armando Castelar, coordenador da área de Economia Aplicada do IBRE, o panorama da economia aponta para uma acomodação no crescimento, que pode ficar mais difícil devido a pressões internas e externas como a perda de credibilidade da política monetária e fiscal e uma possível piora no cenário externo. ?Vamos crescer pouco em 2013 e 2014, mas ainda temos um mercado de trabalho surpreendentemente bem comportado. Porém, fica a pergunta, em que medida o crescimento vai continuar assim tão gradual num cenário de juros baixos, política fiscal expansionista e crédito público em patamares altos??, indagou durante o segundo Seminário trimestral de Análise Conjuntural do IBRE do ano, realizado no último dia 17.  Volume de investimentos em infraestrutura é baixo Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro IBRE, completou a reflexão de Castelar atentando para o baixo volume de investimentos do governo em infraestrutura, pilar importante para o crescimento sustentável do país: ?Mesmo com a estabilidade no investimento público federal, que tem subido nos últimos meses, o investimento em infraestrutura, como proporção do PIB, infelizmente se contraiu entre 2012 e 2013. Até o momento, só se gastou 0,27% do PIB no acumulado até abril. Esse número é pior do que o da época da crise, em 2009, quando registrou 0,31%?, salientou a economista ao destacar também não há espaço para políticas anticíclicas no Brasil.  Aceleração continua e setor de serviços ampara crescimento Apesar das projeções não muito otimistas dos analistas, Regis Bonelli, pesquisador da Economia Aplicada e organizador do seminário, acredita que esse não é o fim da fase de aceleração da economia brasileira. ?O desempenho da economia está muito amparado no crescimento do setor de serviços que ainda está razoável, cresceu 1,7% em quatro trimestres, enquanto a indústria vem sendo deficitária há anos?, destacou.  Fonte: IBRE/FGV  

Our website collects information about your device and browsing activity through the use of cookies seeking to allow features such as: improving the technical functioning of web pages, measuring the diffusion of the website and offering relevant products and services through personal advertisement. To find out more about the information and cookies we collect, visit our Cookie Policy and our Privacy Policy (available soon in English).