Pesquisadores da Fundação analisam diminuição de aposentados ainda em serviço

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra um novo perfil para a aposentaria no Brasil. De acordo com os dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 33% dos aposentados trabalhavam em 2001 contra 25% dez anos depois. O pesquisador do IBRE Fernando de Holanda Barbosa Filho sugere que um dos prováveis motivos para essa mudança é o aumento da renda familiar e as mudanças na regra da aposentadoria, como, por exemplo, o aumento da idade mínima. ?Quando alcança a faixa etária fixada, a pessoa já está mais idosa e com a habilidade laboral, consequentemente, menor. Esse efeito, no médio e longo prazos, deve estimular mais aposentados a não trabalharem?, explica Holanda. Gratificação de permanência no setor público também pode ser explicação Quem tem outro olhar sobre essa situação, principalmente no setor de serviço público, é Kaizô Beltrão, professor da EBAPE e especialista em Previdência e Demografia. Segundo ele, houve um adiamento nos pedidos de aposentadoria entre os funcionários públicos, principalmente após a criação da gratificação de permanência, conhecida como pé na cova. Quem atinge o tempo e idade para se aposentar, mas não o faz, fica hoje livre dos 11% de contribuição para a Previdência que, no setor público, incidem sobre o valor total do salário. ?Não existe um benefício equivalente no Regime Geral de Previdência Social. Para quem está nele, o incentivo é para se aposentar assim que acontece a elegibilidade e continuar trabalhando, se for o caso?, compara Kaizô.








