Especialistas discutem megaeventos esportivos em fórum da FGV

Gestores, lideranças do Governo federal, da Prefeitura do Rio de Janeiro e especialistas do setor reunidos no Fórum Internacional ?Economia do Esporte? (evento promovido pelo FGV Management Rio em parceria com a IBS Business School), foram unânimes em apontar a importância do esporte como instrumento de transformação econômica e social do país. Um dos assuntos mais abordados durante o fórum ? que aconteceu no dia 8 no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio ? foram as oportunidades geradas pelos megaeventos esportivos que o Brasil irá sediar pelos próximos anos, começando pela Copa das Confederações, que acontece em junho deste ano. ?Os esportes precisam ter um papel mais importante na economia brasileira?, defendeu o secretário nacional de futebol do Ministério dos Esportes, Antônio Nascimento. Segundo ele, na Espanha, o setor responde por 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto que, no Brasil, a contribuição é de apenas 0,2%. ?A participação dos esportes na economia brasileira é baixa em comparação com outros países, como os Estados Unidos?, reforçou José Carlos Pinto, consultor da Ernst & Young Terco, que afirmou que os megaeventos sediados no Brasil podem ter um impacto de R$ 142 bilhões na economia do país. ?Os eventos geram um volume significativo de investimentos que contribuem para diversos setores da economia?. Impacto social A relação entre esportes e questões sociais também foi abordada durante o fórum. De acordo com ex-diretor de Relações Internacionais da FIFA, Jérôme Champagne, a influência do que acontece fora do campo de futebol é tão importante quanto o que acontece dentro das quatro linhas. ?O futebol é permeado pelos problemas sociais e econômicos dos países?, afirmou Champagne, para quem existe, ainda, uma perda de confiança do público na administração do futebol. ?Se quisermos manter o caráter democrático do esporte, a FIFA precisa ser fortalecida?, argumentou. Para o secretário municipal de esportes do Rio de Janeiro, Antonio Pedro Indio da Costa, os investimentos em esportes também são geradores de benefícios sociais. ?Os esportes podem ser utilizados para muito mais do que se imagina?, afirmou o secretário. Gestão profissional Outro ponto defendido no fórum foi a profissionalização da gestão esportiva no país, que vive um momento decisivo nos projetos e investimentos relacionados à Copa do Mundo e às Olimpíadas. ?O gestor de clube não pode mais ser um amador, que dedica só parte do seu tempo (à função)?, argumentou Antônio Nascimento, que defendeu uma renovação entre os dirigentes esportivos. Para a coordenadora do MBA em Gestão Estratégica do Esporte da FGV, Ana Ligia Finamor, o momento é de reinventar a gestão esportiva no país. ?É necessário desenvolver uma mentalidade empresarial, evitar o amadorismo e superar vícios administrativos?, afirmou.








