Pesquisador do IBRE debate formas de aumentar investimentos públicos

Reduzir o superávit primário como forma de aumentar os investimentos públicos é uma ideia que tem sido debatida e defendida por parte dos economistas brasileiros. Contudo, não há consenso sobre o tema e há quem veja riscos nessa ação. Para Gabriel Leal de Barros, economista da área de Economia Aplicada do IBRE, melhor do que fixar uma meta pouco crível de ser cumprida ? e para tanto, lançar mão de operações atípicas?seria mais sensato trabalhar com metas possíveis e que reflitam, de forma concreta, a real capacidade do setor público em obtê-las, o que evitaria um aprofundamento maior na deterioração da transparência e da credibilidade fiscal. ?As atipicidades verificadas no ano passado para fabricar o resultado primário não são uma novidade em si, e vem ganhando cada vez mais relevância no pós-crise em resposta à dificuldade em fechar as contas públicas, em grande medida, reflexos de um atual modelo que só se sustenta com a economia rodando na casa dos 3%, 3,5% de crescimento real. Dentre as possibilidades que hoje existem para estancar o estrago sobre as expectativas das contas públicas, tem-se a adoção de uma meta fiscal estruturalmente ajustada, de longo prazo e dissociada das oscilações do ciclo econômico?, defende. Ainda de acordo com o economista, o baixo nível do investimento público não decorre exclusivamente da necessidade do governo de cumprir suas metas fiscais, mas de uma combinação da alta rigidez orçamentária ? seguinte às decisões do próprio governo ? com uma baixa expertise em definir prioridades e executar os investimentos programados. ?Essa dificuldade operacional de tocar os investimentos é, inclusive, anterior e consequência direta da baixa qualidade dos projetos básico e executivo. Mais que isso, é decorrente da falta de coordenação intragovernamental, em especial com os órgãos de fiscalização, de controle e os ambientais?, pondera. Clique e leia a análise completa no site do IBRE.








