Indicador de Clima Econômico melhora na América Latina, mas apresenta queda no Brasil

O clima econômico mundial e da América Latina melhoram, mas no Brasil registra pequena piora. É o que aponta a sondagem do Clima Econômico da América Latina (ICE-AL) ? elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e o IBRE, tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES). O indicador continua sua trajetória de melhora iniciada a partir de outubro de 2012, ao passar de 5,2 em outubro de 2012 para 5,5 pontos em janeiro de 2013, superando a média dos últimos dez anos em 0,2 ponto. O avanço foi influenciado pelo resultado do Indicador Ifo/FGV de Expectativas (IE-AL), que passou de 5,3 para 6,0 pontos, enquanto o Indicador Ifo/FGV da Situação Atual (ISA-AL) registrou uma pequena piora (de 5,1 para 4,9 pontos), passando para a zona desfavorável. No mundo, após dois trimestres seguidos de piora na avaliação do clima econômico, o ICE registrou avanço, passando para uma zona favorável. Os dois indicadores Ifo que compõem o clima econômico tiveram acentuada melhora: o da situação atual passou de 4,1 para 5,0 pontos e o das expectativas de 5,0 para 6,3 pontos. A melhora foi puxada pela Ásia, em especial pela China, onde o ICE passou de 4,7 para 6,1 pontos, influenciado pela melhora nas expectativas. Segundo a última projeção do Fundo Monetário Internacional, o país deverá crescer 8,2%, em 2013, o que afasta o temor de uma desaceleração em direção a taxas de 7%. Além disso, melhoras no clima econômico foram também observadas nos Estados Unidos e na União Europeia. Nota-se, porém, que, nesta última região, o clima se mantém na zona de avaliação desfavorável. Resultados da América Latina Na América Latina, o indicador de clima econômico melhorou no Chile, México, Uruguai, Peru e Paraguai, ficando na zona de avaliação favorável. Já Bolívia, Brasil, Equador e Venezuela tiveram queda nos seus indicadores de clima econômico, mas Bolívia e Brasil permanecem com avaliações favoráveis. Na Bolívia, as expectativas não se alteraram, mas piorou a avaliação da situação atual. No Brasil, o ISA passou de 4,9 para 4,6 pontos e o IE, de 7,3 para 7,2 pontos. A piora na avaliação da situação atual esteve associada ao consumo, enquanto nas expectativas esteve associada à ligeira piora na avaliação dos investimentos. A perspectiva da balança comercial é também de piora e, consequentemente, o Brasil manteve-se na fase de recuperação, sem avançar para a fase de boom do ciclo econômico. Por último, Argentina registrou melhora no ICE, liderada pelas expectativas, mas a avaliação da situação atual continua ruim. Na Colômbia, a melhora do ICE foi acompanhada de uma piora na avaliação atual e melhora nas expectativas, porém permanecendo na zona desfavorável.








