Metade dos brasileiros tem renda comprometida por dívidas

Em junho, a Sondagem de Expectativas do Consumidor mostrou que quase a metade dos consumidores brasileiros (48,5%) gasta mais do que ganha. A pesquisa do IBRE incluiu perguntas relacionadas ao comprometimento da renda com gastos com cartão de crédito, cheques pré-datados, carnês de loja, empréstimos pessoais e financiamentos em geral e também procurou identificar qual a parcela de consumidores possui dívidas em atraso por mais de 30 dias nas sete capitais brasileiras pesquisadas, além de identificar o perfil desse endividamento. A análise por classes de renda mostra que famílias com maior poder aquisitivo apresentam nível de endividamento inferior as de menor poder aquisitivo. Entre os consumidores com renda acima de R$ 9.600, apenas 0,8% estão com gastos acima de sua renda disponível enquanto os que possuem renda de até R$ 2.100 mensais esse percentual sobe para 5,0%. Entre as capitais, o perfil se mantém parecido com a média Brasil. Salvador e Brasília são as capitais com maior percentual de consumidores que possuem mais de 50% da sua renda comprometida financeiramente, 27,3% e 23,5% respectivamente. Em relação às dívidas em atraso superior a 30 dias, 9,0% dos informantes estão inadimplentes. Há correlação entre o percentual de comprometimento de renda e dívidas em atraso. Ou seja, quanto mais comprometido financeiramente maior a probabilidade de se tornar inadimplente. Sendo inversamente proporcional a sua renda familiar mensal. Sendo assim, a classe de renda mais baixa é a mais inadimplente: 19,1% possuem contas com atraso acima de 30 dias. Em relação às dívidas em atraso superior a 30 dias, 9,0% dos informantes estão inadimplentes. Há correlação entre o percentual de comprometimento de renda e dívidas em atraso. Ou seja, quanto mais comprometido financeiramente maior a probabilidade de se tornar inadimplente, sendo inversamente proporcional a sua renda familiar mensal. Assim, a classe de renda mais baixa é a mais inadimplente: 19,1% possuem contas com atraso acima de 30 dias. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda, tal nível de endividamento não é considerado preocupante. Metade da renda comprometida não é um problema, mas com o passar dos 50% fica cada vez mais difícil administrar, afirmou. Por conta disso, ela acredita que ainda há espaço para um aumento do consumo sem pressão sobre os níveis de inadimplência. O que acontece hoje é que o consumidor está com a confiança relativamente boa, mas cauteloso para compras, disse. Ao questionar qual a modalidade da dívida que estava em atraso, os mais citados foram: cartão de crédito com 48,2% das indicações, 24,7% outras dívidas e 10,4% crédito pessoal. O cenário é favorável para a diminuição dessas contas em atraso, uma vez que as taxas de juros estão mais baixas e bancos, financeiras e cartões de crédito estão mais acessíveis para renegociação de dívidas. Obter empréstimos com taxas de juros mais baixas para quitar o cartão de crédito e o cheque especial podem ser uma solução para quem já está inadimplente. Já os consumidores que estão com mais da metade de sua renda comprometida, o planejamento financeiro para os próximos meses se torna essencial. A Sondagem de Expectativas do Consumidor é realizada com base numa amostra de mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de junho foi realizada entre os dias 31 de maio e 20 de junho de 2012.








