Assimetria do preço de combustíveis é tema de Seminário do IBRE

机构
25 八月 2011

É evidente, inclusive no âmbito internacional, a assimetria na transmissão do preço do óleo diesel no atacado (refinarias e distribuidores) para os consumidores finais, bem como dos outros combustíveis de maneira geral. O panorama é o seguinte: enquanto os aumentos nos preços no atacado são repassados quase que totalmente no mesmo mês do choque, as reduções são repassadas de modo bem mais lento e gradual. Em outras palavras: quando o preço do produtor sobe, ?sobe pelo elevador?, rapidamente, nas bombas de gasolina dos postos; quando desce, ?desce de escada?, lentamente. Foi este o tema abordado pelo economista Maurício Canêdo no seminário da última quarta-feira, dia 17 de agosto: ?Assimetria na transmissão dos preços dos combustíveis?, apresentado no auditório do prédio sede da FGV, na Praia de Botafogo. No exterior, são inúmeros os estudos a respeito do assunto ? muitos dos quais abordam a questão pelo viés da política pública. No caso específico do Brasil, o entendimento do mecanismo de transmissão dos preços dos combustíveis (possivelmente assimétrico) pode ajudar na calibragem da política de tributação destes produtos, que estão sujeitos à incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). Como é usual que o governo ajuste o valor da CIDE para suavizar variações nos preços no atacado, é importante, portanto, entender se existe assimetria com relação a aumentos e reduções destes preços. E, justamente no Brasil, a literatura é escassa. Estudioso do assunto, Canêdo busca entendê-lo de acordo com o histórico apresentado nacionalmente. O economista sabe que, para além da assimetria, que acontece de fato, há os motivos ainda obscuros, que devem ser descobertos: ?Aparentemente existe assimetria no repasse. O próximo passo é identificar suas causas. Uma das possibilidades está associada à falta de competição no mercado varejista, explicação que ganha apelo dados os diversos episódios de cartéis identificados e punidos pelas autoridades brasileiras de defesa da concorrência nos últimos anos?.

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