Política Monetária é tema de debate na FGV

O chefe de estudos monetários do IBRE, José Júlio Senna, destacou que o Brasil tem alguns desafios para o futuro, como a independência estatutária do Banco Central (BC), o aperfeiçoamento adicional da capacitação técnica e a necessidade de apresentar soluções para questões estruturais.
Economics
22 March 2017

Debater os rumos da política monetária no Brasil e no mundo desenvolvido. Essa foi a proposta do Terceiro Seminário Anual de Política Monetária de 2017, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE), no dia 17 de março. O evento reuniu especialistas do meio acadêmico e profissionais de instituições financeiras para discutir o assunto.

O seminário foi dividido em três partes. A primeira delas teve como propósito falar sobre o passado, presente e futuro do regime de metas de inflação. O chefe de estudos monetários do IBRE, José Júlio Senna, destacou que o Brasil tem alguns desafios para o futuro, como a independência estatutária do Banco Central (BC), o aperfeiçoamento adicional da capacitação técnica e a necessidade de apresentar soluções para questões estruturais. Já o economista Sérgio Werlang enfatizou que o Brasil tem uma institucionalidade que em casos de desequilíbrios fiscais torna muito difícil o reequilíbrio, o que faz com que as metas de inflação brasileiras sejam um pouco maiores que a de países com situação econômica semelhante.

Em seguida, o evento se prestou a analisar o cenário que se desenha para a política monetária no mundo. Eduardo Loyo, economista-chefe do Banco BTG Pactual, apresentou uma visão abrangente sobre a política monetária que é desenvolvida nos EUA, da zona do Euro e Japão, mostrando suas diferenças de atuação e o impacto nas demais economias mundiais. Já José Julio Senna focou na economia americana e as importantes transformações macroeconômicas pelas quais o país atravessa, destacando que o FED (Banco Central dos EUA) evitará correr risco de exagerar na alta de juros, visto que a recuperação econômica dos últimos anos já trouxe bastante desapontamento.

O último painel foi dedicado ao debate sobre a política monetária no Brasil, com moderação de Marcílio Marques Moreira, conselheiro da FGV e ex-ministro da Fazenda. Afonso Bevilaqua, professor da PUC-Rio, destacou que em um cenário de aprovação de Reforma da Previdência, há uma probabilidade de o país atingir os juros estimados pelo mercado ao final do ano. Já Affonso Celso Pastore, sócio-fundador da A. C. Pastore & Associados, disse que a taxa de juros real está em queda e que a taxa de juros neutra também apresenta a mesma tendência de redução, o que aponta para uma recuperação da atividade econômica. Por fim, Rodrigo Azevedo, sócio diretor da Ibiúna Investimentos, destacou que o BC reconquistou a credibilidade do mercado com a inflação retornando a ficar dentro da meta, o que atrai expectativas de médio prazo.

Logo após o seminário, foi realizado o coquetel de lançamento do segundo volume do livro Essays and Conversations on Monetary Policy, de autoria do José Júlio Senna.

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