Mulheres apresentam aumento na renda, aponta análise do FGV Social

Observa-se que o conjunto das mulheres tem conseguido resultados melhores que os dos homens na variação real de suas rendas durante a crise. Apesar dos homens manterem uma renda média mais alta que a das mulheres, a trajetória deles foi pior que a das mulheres nos dois últimos anos.
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24 March 2017

Entre os últimos trimestres de 2015 e 2016, a recessão afetou os brasileiros de diferentes formas segundo suas condições nos domicílios e seus sexos. É o que mostra análise do FGV Social a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As pessoas responsáveis por seus domicílios – na nomenclatura antiga, os “chefes” dos domicílios – perderam, em média, 6,06% de sua renda real do trabalho, geralmente a mais alta em cada lar, e reduziram em 2,12% sua participação no mercado de trabalho. Já as pessoas identificadas como cônjuges elevaram em 3,67% sua participação no mercado e, nadando contra a corrente que derrubou os mais variados grupos sociais (abertos por faixas etárias ou de escolaridade, regiões ou tipos de área geográfica), foram as únicas a conseguir aumentar a própria renda real do trabalho, em 9,06%, nesse mesmo período recessivo. Os filhos também se dispuseram a participar mais no mercado (alta de 1,46%), mas não tiveram o mesmo resultado em termos remuneratórios, sofrendo perdas reais de 5,99% em sua renda média do trabalho, por conta em particular da alta do desemprego.

Quando a abertura é feita por sexo, observa-se que o conjunto das mulheres tem conseguido resultados melhores que os dos homens na variação real de suas rendas durante a crise. Apesar dos homens manterem uma renda média mais alta que a das mulheres, a trajetória deles foi pior que a das mulheres nos dois últimos anos. Em 2015, apesar da inflação de dois dígitos, as mulheres ainda conseguiram aumentar a própria renda real do trabalho em 0,7%, enquanto a dos homens caiu 1,9%. Em 2016, os dois grupos perderam, mas a queda em geração de renda real dos homens foi maior: a deles caiu 5,1% e a delas, 2,8%. A análise isolada do último trimestre de 2016 em relação ao mesmo trimestre de 2015 possibilita captar as últimas tendências e mostra que a renda masculina cai 2,7% e a feminina cai 0,77%, sugerindo desaceleração das perdas de ambos os grupos ao longo do ano.

“Em todos os períodos são elas que, em tempo de crise, têm feito a diferença fora dos lares”, afirma Marcelo Neri, diretor do FGV Social.

Veja o vídeo com a análise completa no site.

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