FGV realiza evento sobre orçamento de Defesa em tempos de crise

O debate apontará os desafios geopolíticos de cada nação, suas especificidades institucionais – sistema de governo, padrão de relações civis-militares, organização da indústria de defesa, vantagens competitivas, escala, concentração geográfica e influência política – e contextos de crise econômica e retração fiscal.
Administration
30 March 2017

A Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), promove, no dia 3 de abril, das 9h às 18h, no auditório do edifício-sede, no Rio de Janeiro, o seminário “A elaboração do orçamento de Defesa em tempos de crise: os casos da Alemanha, do Brasil, da França e dos Estados Unidos”. O evento trará ao Rio especialistas nacionais e estrangeiros para discutir como os governos, os militares, a indústria e a comunidade acadêmica se articulam, em seus respectivos países, na elaboração do orçamento de defesa.

O debate, que será realizado no âmbito do Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Assuntos Estratégicos de Interesse Nacional (Pró-Estratégia), financiado pela CAPES, apontará os desafios geopolíticos de cada nação, suas especificidades institucionais – tais como o sistema de governo e o padrão de relações civis-militares, a organização da indústria de defesa, suas vantagens competitivas, escala, concentração geográfica e influência política – e contextos de crise econômica e retração fiscal, os quais têm sido recorrentes desde 2008.

Segundo Octavio Amorim Neto, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV (EBAPE), que — ao lado do vice-diretor da Escola, professor Alvaro Cyrino — coordena o seminário, é preciso discutir como cortes orçamentários devem ser feitos, de modo a não comprometer a capacidade de defesa de um país.

“Esta será uma oportunidade para debatermos como potências militares decidem o orçamento de defesa em tempos de crise. Quando se trata de questões dessa ordem, não basta fazer um corte linear. É preciso preservar a capacidade de ação das forças armadas. Por isso, vamos analisar as boas práticas neste setor”, explicou.

Um ponto de destaque nas discussões será o papel dos think tanks independentes no que tange à elaboração e implementação da política de defesa. Outro aspecto relevante nas discussões será o papel dos investimentos em defesa e segurança internacional de países pacifistas.

“A Alemanha e o Brasil têm, em comum, o fato de serem nações pacifistas. Vamos provocar um debate sobre como o orçamento e a indústria de defesa se organizam em países que têm tal orientação como eixo da sua política externa”, acrescentou o professor Octavio Amorim Neto, salientando a participação do General de Brigada Richard Fernandez Nunes, comandante da ECEME; do professor da ECEME Carlos Coelho; e do Coronel Carlos Eduardo de Franciscis Ramos na organização do encontro.

Para mais informações sobre a programação e inscrições, acesse o site.

Our website collects information about your device and browsing activity through the use of cookies seeking to allow features such as: improving the technical functioning of web pages, measuring the diffusion of the website and offering relevant products and services through personal advertisement. To find out more about the information and cookies we collect, visit our Cookie Policy and our Privacy Policy (available soon in English).