Dia dos Namorados mais caro

O índice foi puxado pelos serviços, que ficaram bem acima da inflação, em 6,14%. Entre as opções de lazer mais procuradas pelos casais, o teatro foi a que mais registrou alta (27,14%), seguida por shows (12,92%) e cinema (6,91%). Apenas os hotéis e motéis ficaram mais baratos, com queda de 4,29%.
Economics
08 June 2017
Dia dos Namorados mais caro

Os preços de serviços e presentes para o Dia dos Namorados subiram em média 4,78%, entre junho de 2016 e maio deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE). O percentual é maior que a inflação do período, de 4,05%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV).

O índice foi puxado pelos serviços, que ficaram bem acima da inflação, em 6,14%. Entre as opções de lazer mais procuradas pelos casais, o teatro foi a que mais registrou alta (27,14%), seguida por shows (12,92%) e cinema (6,91%). Já a inflação dos restaurantes foi de 5,73%, enquanto que a dos bares e lanchonetes ficou em 6,73%. Apenas os hotéis e motéis ficaram mais baratos, com queda de 4,29%.

“Apesar de estarem subindo acima da inflação, a taxa está recuando. A recessão e seus efeitos sobre o mercado de trabalho estão reduzindo a demanda por serviços, e os preços estão aumentando com maior lentidão”, destacou André Braz, coordenador do IPC do IBRE.

Presentes pesam menos

Em compensação, os presentes aumentaram em média 2,56% – cerca de 1,5 ponto percentual abaixo da inflação do período. Destaque para os itens de vestuário: as roupas femininas tiveram queda de 0,66%. Roupas masculinas (2,66%), calçados femininos (3,43%) e calçados masculinos (4,40%) tiveram elevação mais tímida, se comparada a dos serviços.

Os preços dos celulares apresentaram deflação de 5,16%, assim como as máquinas fotográficas (-1,15%). Já computadores e periféricos registraram alta de 1,92%. “Os presentes subiram menos, mas possuem, em geral, elevado nível de preços. Os celulares, por exemplo, estão mais baratos, mas o custo de um bom smartphone pode ser superior a R$ 1.000. A esse preço os financiamentos são muito utilizados, mas ainda que os juros estejam recuando, o desemprego está inibindo a compra de bens de alto valor”, avaliou Braz.

Na avaliação do economista, o momento não é ideal para assumir dívidas. “Nesse caso, só o consumidor que possui dinheiro para a compra à vista deve aproveitar. Compras a prazo vão exigir comprometimento da renda a longo prazo, e a situação do mercado de trabalho não está confortável para que se contraia dívidas longas. Os juros ao consumidor estão caindo mais lentamente, pois a inadimplência aumenta com o desemprego elevado”.

O estudo completo encontra-se no site.

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