FGV participa de audiência pública no STF para debater direito ao esquecimento

A convocação da audiência pública foi feita pelo ministro Dias Toffoli, relator do Recurso Extraordinário 1010606/RJ, em andamento no STF e com repercussão geral. Nele, os autores, familiares de Aída Curi, jovem torturada e assassinada no Rio de Janeiro em 1958, recorreram contra um acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que manteve uma sentença da primeira instância que negou o direito à indenização por uso não autorizado da imagem de Aída em um programa de televisão.
Law
27 June 2017
FGV participa de audiência pública no STF para debater direito ao esquecimento

As Escolas de Direito de São Paulo (Direito SP) e do Rio de Janeiro (Direito Rio), participaram, no dia 12 de junho, de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). O propósito do encontro foi debater a aplicabilidade do direito ao esquecimento na esfera civil, quando for invocado pela própria vítima ou por seus familiares.

A convocação da audiência pública foi feita pelo ministro Dias Toffoli, relator do Recurso Extraordinário 1010606/RJ, em andamento no STF e com repercussão geral. Nele, os autores, familiares de Aída Curi, jovem torturada e assassinada no Rio de Janeiro em 1958, recorreram contra um acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que manteve uma sentença da primeira instância que negou o direito à indenização por uso não autorizado da imagem de Aída em um programa de televisão. Os familiares alegam que têm direito ao esquecimento – ou seja, que a morte violenta da jovem não seja mais motivo de reportagens jornalísticas, uma vez que o crime ocorreu há mais de 50 anos e, portanto, não haveria mais interesse jornalístico no fato.

Na audiência, o Supremo ouviu o depoimento de autoridades e especialistas sobre a possibilidade de a vítima ou seus familiares invocarem a aplicação do direito ao esquecimento, sobre a definição do conteúdo jurídico desse direito, considerando os princípios constitucionais da liberdade de expressão, do direito à informação, da dignidade da pessoa humana e da inviolabilidade da honra e da intimidade.

A Direito SP foi representada pelo coordenador do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação (GEPI), Alexandre Pacheco. O coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS), Pablo Cerdeira, representou a Direito Rio.

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