Obra analisa políticas fiscais pós crise de 2008 e seus impactos econômicos

O livro, que tem como autor o economista e pesquisador do IBRE Manoel Pires, retoma o debate sobre a política monetária e fiscal, trazendo uma análise das várias experiências adotadas no mundo.
Economics
11 September 2017
Obra analisa políticas fiscais pós crise de 2008 e seus impactos econômicos

A crise econômica que atingiu o mundo em 2008 obrigou as nações a definirem estratégias para sua política monetária, a fim de passar pelo período turbulento. A maioria dos países optou por reduzir a taxa básica de juros com o intuito de estimular a economia, mas essa não foi a única medida adotada. Os caminhos seguidos por Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, países da zona do euro e pelo Brasil estão retratados na obra “Política Fiscal e Ciclos Econômicos: Teoria e a Experiência Recente”, que será lançado em Brasília no dia 13 de setembro, às 19h, na Livraria Cultura (Casa Park - SGCV - Sul, Lote 22 - Piso 2 - Loja 4), pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE).

O livro, que tem como autor o economista e pesquisador do IBRE Manoel Pires, retoma o debate sobre a política monetária e fiscal, trazendo uma análise das várias experiências adotadas no mundo.

“Há duas posições aceitas. A primeira é que os países deveriam fazer expansão fiscal para estimular a demanda agregada, que é a visão mais tradicional. E há alguns economistas que acreditam que, ao optar por uma contração fiscal, a confiança na economia cresce e os juros caem, gerando um estímulo ainda maior do que só baixar os juros pela via da política monetária – tese da contração fiscal expansionista”, detalha o autor, explicando o debate central do livro.

Algumas das medidas contracionistas são: definição de teto de gastos e reformas econômicas. Já a expansionista prevê aumento de investimentos. Segundo Pires, a análise de cada caso mostrou que a estratégia adotada teve mais a ver com o contexto econômico pelo qual vivia o país do que com uma decisão deliberada de política econômica.

“Muitos países que adotaram a contração fiscal expansionista tinham um problema de endividamento muito alto e, nesse caso, a estratégia foi quase uma imposição. A política de contração fiscal tende a ser mais bem-sucedida quando o país tem outras válvulas de escape para o crescimento, como as exportações, e determinadas pré-condições, como uma trajetória de redução de juros. É importante criar as condições para a política fiscal ser anticíclica”, avalia o pesquisador, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

A obra procura sistematizar essas experiências, oferecendo ao leitor documentos, leituras analíticas, evidências empíricas e teóricas acerca do debate das políticas fiscais. Para mais informações sobre o livro, acesse o site.

Our website collects information about your device and browsing activity through the use of cookies seeking to allow features such as: improving the technical functioning of web pages, measuring the diffusion of the website and offering relevant products and services through personal advertisement. To find out more about the information and cookies we collect, visit our Cookie Policy and our Privacy Policy (available soon in English).