Programa promove intercâmbio entre Brasil e EUA sobre segurança energética

As pesquisadoras relatam que a experiência foi muito interessante para compreender como o Brasil e os Estados Unidos lidam de forma diferente — e, em alguns momentos, diametralmente opostas — com suas questões de segurança energética. A visita a diferentes estados americanos também foi proveitosa para entender melhor como a transição energética acontece em localidades diversas nos EUA.
Energy
20 October 2017
Programa promove intercâmbio entre Brasil e EUA sobre segurança energética

As pesquisadoras da FGV Energia, Fernanda Delgado e Tatiana Bruce da Silva, foram selecionadas a participar do International Visitor Leadership Program (IVLP), um programa de intercâmbio do Departamento de Estado norte-americano que existe desde 1940. O objetivo do intercâmbio, realizado de 25 de setembro a 6 de outubro, foi fortalecer o envolvimento dos EUA com países de todo o mundo por meio da conexão entre líderes, pesquisadores e cientistas estrangeiros, atuais e emergentes, com seus homólogos americanos por meio de visitas de curto prazo ao país.

Nesta edição, o tema do IVLP foi segurança energética nos Estados Unidos e no Brasil. A visita de duas semanas passou pelas cidades de Washington D.C., San Francisco, Tulsa e Cincinnati. Em cada uma dessas cidades, vários temas foram discutidos: exploração de petróleo e gás não convencionais (fraturamento hidráulico, ou fracking, com destaque à importância destes no desenvolvimento econômico do país e na matriz energética); transição energética; integração de fontes renováveis de eletricidade, como eólica e solar, e recursos energéticos distribuídos, ao grid elétrico; incentivos ao desenvolvimento das fontes renováveis a nível local (inclusive em tecnologias de biomassa para geração de combustíveis); dentre outros.

Em cada cidade, várias reuniões foram realizadas, com destaque para visitas ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), American Petroleum Institute (API), Federal Energy Regulatory Commission (FERC, o regulador federal dos mercados de óleo, gás e eletricidade americano), California Public Utilities CommissionLawrence Berkeley National Lab, Univeristy of Cincinnati Nanoworld Laboratories, entre vários outros.

As pesquisadoras relatam que a experiência foi muito interessante para compreender como o Brasil e os Estados Unidos lidam de forma diferente — e, em alguns momentos, diametralmente opostas — com suas questões de segurança energética. A visita a diferentes estados americanos também foi proveitosa para entender melhor como a transição energética acontece em localidades diversas nos EUA. Ao mesmo tempo que a Califórnia pretende, até 2050, transformar sua matriz energética em 100% renovável por meio da utilização de tecnologias como redes inteligentes e veículos elétricos, além de recursos energéticos distribuídos, Oklahoma prioriza a diversidade energética na sua matriz, com a utilização do gás natural como combustível de transição — estratégia semelhante a do Brasil.

Além disso, o contato com diferentes profissionais da área de energia dos Estados Unidos tem potencial para promover parcerias entre a FGV e diversos centros de pesquisa, think tanks e representantes dos três níveis de governo americano — federal, estadual e municipal — nos próximos meses.

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