FGV integra organização internacional de Justiça Eleitoral

O evento debateu uma série de temas que afligem e permeiam as discussões das principais nações democráticas do mundo. Os participantes debateram os atuais descontentamentos com os mecanismos para expressão da cidadania e reconhecimento de demandas populares, a participação política igualitária, o impacto da revolução digital, os dilemas da justiça eleitoral e o financiamento político nas eleições.
Law
21 November 2017
FGV integra organização internacional de Justiça Eleitoral

Representantes de 28 países e 16 organizações dos cinco continentes participaram da primeira sessão plenária da Rede Mundial de Justiça Eleitoral, realizada nos dias 10 e 11 de novembro, no México. O coordenador do Centro de Justiça e Sociedade (CJUS) da Escola de Direito do Rio de Janeiro (Direito Rio), professor Michael Freitas Mohallem, representou a FGV no evento, que teve como tema central os debates sobre os desafios da democracia e os dilemas da justiça eleitoral.

O evento debateu uma série de temas que afligem e permeiam as discussões das principais nações democráticas do mundo. Os participantes debateram os atuais descontentamentos com os mecanismos para expressão da cidadania e reconhecimento de demandas populares, a participação política igualitária, o impacto da revolução digital, os dilemas da justiça eleitoral e o financiamento político nas eleições.

Sobre o financiamento público de campanhas, Mohallem criticou o modelo que prevê a distribuição de recursos aos partidos de acordo com o número de votos no último pleito. Ele citou o exemplo brasileiro que, entre a última eleição, em 2014, e a próxima, que será realizada em 2018, viveu uma reviravolta, com as lideranças dos principais partidos políticos do país envolvidos em casos de corrupção. Ele destacou que o modelo desfavorece as mudanças já que são essas as legendas que receberão a maior parte dos recursos, sem que sejam consideradas as preferências dos eleitores no presente.

O encontro também serviu para apresentar as regras de funcionamento, os mecanismos de trabalho e os eixos temáticos que serão trabalhados pela Rede Mundial de Justiça Eleitoral. A Fundação Getulio Vargas atuará como conselheiro consultivo do organismo internacional.

Our website collects information about your device and browsing activity through the use of cookies seeking to allow features such as: improving the technical functioning of web pages, measuring the diffusion of the website and offering relevant products and services through personal advertisement. To find out more about the information and cookies we collect, visit our Cookie Policy and our Privacy Policy (available soon in English).