Obituário - Regis Bonelli, pesquisador do FGV IBRE

Bonelli era engenheiro graduado pela PUC-Rio (1965) e PhD em Economia pela Universidade da Califórnia – Berkeley (EUA), em 1975.  “Os limites do possível: notas sobre balanço de pagamentos e indústria nos anos 70” é um de seus trabalhos de mais destaque.
Economics
14 December 2017
Obituário - Regis Bonelli, pesquisador do FGV IBRE

Faleceu nesta quarta-feira, 13 de dezembro, aos 75 anos, Regis Bonelli, acadêmico e pesquisador dedicado aos estudos sobre desenvolvimento econômico e industrial do Brasil.

Bonelli foi pesquisador da Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), onde chegou em 2008, além de coordenador geral do Boletim Macro do FGV IBRE. Entre os últimos trabalhos de seus 50 anos de atividade acadêmica encontram-se a coordenação e coautoria nos livros “Anatomia da Produtividade no Brasil 2017” (FGV IBRE, Elsevier), “A Crise de Crescimento no Brasil” (2016, FGV IBRE, Elsevier), “Indústria e Desenvolvimento Produtivo no Brasil” (2015 - FGV IBRE, Elsevier), e “Ensaios IBRE de Economia Brasileira II” (2014 – FGV IBRE, Elsevier).

Bonelli era engenheiro graduado pela PUC-Rio (1965) e PhD em Economia pela Universidade da Califórnia – Berkeley (EUA), em 1975.  “Os limites do possível: notas sobre balanço de pagamentos e indústria nos anos 70” é um de seus trabalhos de mais destaque. Publicado em 1976 na revista Pesquisa e Planejamento Econômico (Ipea), em coautoria com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, é um artigo crítico da estratégia governamental da época, que culminou no endividamento do país e na crise da dívida, e foi leitura obrigatória de vestibular. “Conheci Bonelli em 1986 por meio desse estudo e para mim foi a coisa mais importante que li sobre os anos 1970”, disse Samuel Pessôa, pesquisador associado do FGV IBRE, em evento em homenagem aos 70 anos de Bonelli, promovido na FGV, em 2012. Malan, que foi colega de Bonelli na PUC e em Berkeley, destacou na ocasião a importância da preservação da liberdade de investigação na época, dando espaço a argumentos divergentes à linha de ação do governo dentro do próprio Instituto.

Regis Bonelli participou do grupo que deu início às atividades do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na década de 1960, com economistas como Albert Fishlow, Edmar Bacha e Marcelo de Paiva Abreu, além de Malan. Na PUC-Rio, além de professor, pesquisou temas como distribuição de renda e a transição econômica do país no início da década de 1990.

Do currículo de Bonelli também fazem parte a direção geral do IBGE (1985 a 1987) e a diretoria de pesquisa do Ipea (1988 a 1990). Também foi  diretor-executivo do BNDES (1994 a 1995). Em 2002, foi à Universidade de Oxford, na Inglaterra, onde atuou como pesquisador visitante do Centre for Brazilian Studies e Membro Associado Senior do St Antony’s College. A partir de 2007, tornou-se pesquisador-associado da Instituto de Estudos de Política Econômica (Iepe), Casa das Garças. Também assumiu funções de consultor do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets) e da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). Em 2008, somou-se ao grupo de pesquisadores da FGV IBRE, e também atuou como membro do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace).

O velório de Regis será no Memorial do Carmo, no Cemitério do Caju, Capela 7, dia 14 de dezembro, das 9h às 14h.

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