Intervenção federal no Rio mobiliza 111,6 mil menções no Twitter

Estudo inédito da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV DAPP) analisou o debate público sobre o anúncio de intervenção federal no Rio de Janeiro na semana passada. O tema registrou 111,6 mil menções no Twitter, entre às 22h de quinta-feira, dia 15 de fevereiro, e às 16h de sexta-feira, dia 16, alcançando o seu pico no mesmo horário em que o presidente da República fazia um pronunciamento em televisão aberta, com uma média de 61,3 menções por minuto.
O ator público mais citado foi, justamente, o presidente, que apareceu em 12% do debate (ou 13,4 mil postagens), principalmente por ser o autor da intervenção. O segundo foi o governador do estado do Rio de Janeiro, aparecendo em 5% do debate (ou cerca de 5,6 mil postagens).
De uma forma geral, as discussões na rede sobre a medida estiveram polarizadas. Sob a mediação da imprensa tradicional, que divulgou amplamente cada etapa do processo de instauração do Comando Militar do Leste como gestor do tema no Rio, dois grupos se opuseram quanto às melhores práticas de abordagem da segurança no Brasil. De um lado, protagonizado por atores favoráveis à presença militar no estado, houve defesa de ações voltadas à proteção do direito cidadão e ao porte de armas. Em posição contrária, observaram-se manifestações de preocupação com o uso exacerbado da força militar e dúvidas sobre a eficácia no combate ao crime.
A decisão foi tomada logo após o carnaval, período em que foram coletadas pela FGV DAPP cerca de 125,8 mil menções sobre violência e segurança na cidade do Rio. A análise desse debate aponta para uma percepção de medo e insegurança da população. Os relatos nas redes sociais mencionaram, principalmente, os crimes ocorridos na cidade e a ausência do governador e do prefeito durante o feriado.
Vale destacar que, além da divulgação de mensagens sobre a ausência de planejamento da área de segurança, a falta de ordenamento urbano também foi questionada pela população, com relatos de vandalismo, problemas de sujeira e dificuldades na mobilidade urbana da cidade.
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