Brasileiros estão mais dispostos a gastar para presentear os pais

De acordo com a pesquisa, o ímpeto de compra saltou de 58,0 para 76,7 pontos, representando um aumento de 18,7 pontos. A proporção de consumidores que pretendem gastar menos caiu 13,5 pontos, passando de 45,2% para 31,7%. Já o volume dos que pretendem gastar a mesma coisa aumentou 8,2 pontos, de 51,6% para 59,8%.
Economics
09 August 2018
Brasileiros estão mais dispostos a gastar para presentear os pais

O brasileiro está mais disposto a desembolsar para presentear os papais. A pesquisa feita com 1.854 pessoas para a Sondagem do Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) apontou uma recuperação em relação a 2016, ano em que foi feito o último levantamento. O estudo busca saber se as pessoas pensam em gastar menos, a mesma quantia, ou um valor maior em relação ao ano anterior na compra do presente do Dia dos Pais.

De acordo com a pesquisa, o ímpeto de compra saltou de 58,0 para 76,7 pontos, representando um aumento de 18,7 pontos. A proporção de consumidores que pretendem gastar menos caiu 13,5 pontos, passando de 45,2% para 31,7%. Já o volume dos que pretendem gastar a mesma coisa aumentou 8,2 pontos, de 51,6% para 59,8%.

“O resultado mostra que houve uma recuperação pós-crise no indicador que mede a intenção de gastos. Porém, a maior mudança está no aumento da proporção de pessoas que migraram da resposta negativa ‘gastar menos’ para a resposta neutra ‘gastar a mesma coisa’, detalhou Viviane Seda, coordenadora da pesquisa e da Sondagem do Consumidor do FGV IBRE.

Quando analisado o valor médio dos presentes, entretanto, a economista verificou uma queda do gasto médio de R$ 110 para R$ 105, de 2016 para este ano – um recuo real de 5,2%. O pé no freio foi maior entre os que têm renda familiar acima de R$ 9.600 – nessa faixa o valor médio do gasto reduziu de R$ 165,50 para 153,50 (–7,2%). Já a faixa das famílias que ganham entre R$ 2.100 e R$ 4.800 registrou a maior queda acumulada desde 2015, em torno de 22%.

“A sondagem tem mostrado um consumidor mais cauteloso com gastos. Isso é reflexo do aumento de incerteza, ritmo lento da economia e da recuperação do mercado de trabalho e também do nível ainda alto de endividamento”, avaliou a economista.

Roupas e acessórios são as principais escolhas de 72,8% dos entrevistados, seguido por perfumaria e cosméticos (9,2%). Calçados e livros é a preferência de 4% dos brasileiros, enquanto eletrodomésticos e eletroeletrônicos representaram 2,8% das preferências. Pelo estudo, o volume dos que ainda não decidiram o que vão comprar saltou de 11,8%, em 2016, para 24,1%, este ano. Um dado positivo foi que a proporção de pessoas entrevistadas dizendo que não comprariam nada para o Dia dos Pais diminuiu bastante: de 45,9% em 2016 para 9,1% em 2018.

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