Confiança da Construção: expectativas crescem mas não recuperam patamar pré-greve

“As expectativas voltaram a crescer, mas sem conseguir recuperar o patamar pré-greve dos caminhoneiros. Houve um ajuste para baixo na percepção relativa ao cenário no curto prazo que afetou o setor como um todo”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).
Economics
26 September 2018
Confiança da Construção: expectativas crescem mas não recuperam patamar pré-greve

Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, subiu 0,9 ponto em setembro, ao passar de 79,4 para 80,3 pontos . Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,3 ponto.

“As expectativas voltaram a crescer, mas sem conseguir recuperar o patamar pré-greve dos caminhoneiros. Houve um ajuste para baixo na percepção relativa ao cenário no curto prazo que afetou o setor como um todo. No entanto, as empresas de infraestrutura, mais suscetíveis ao ambiente de incerteza atual, foram mais impactadas e ainda não mostram sinais de melhora na confiança,” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

Em setembro, a alta do ICST foi influenciada tanto pela melhora da situação atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,7 ponto, atingindo 72,4 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (74,2 pontos). O indicador que mais impactou positivamente o crescimento foi o que mede a percepção sobre a situação atual da carteira de contratos, que aumentou 1,0 ponto, ao passar de 69,8 para 70,8 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,2 pontos).

Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 1,2 ponto em setembro, subindo para 88,7 pontos, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas sofridas no último mês. O resultado positivo decorre de uma perspectiva mais otimista em relação a demanda para os próximos três meses cujo indicador cresceu 2,3 pontos entre agosto e setembro.

Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 1,4 ponto percentual, para 66,4%, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2016 (67,0%). Tanto o NUCI para Mão de Obra quanto para Máquinas e Equipamentos tiveram variações positivas, 1,4 e 1,2 pontos percentuais, respectivamente.

Em setembro, o ISA-CST registrou a quarta alta seguida, reforçando à sua trajetória de recuperação dos últimos meses. No entanto, o índice apenas retornou ao patamar de 2015 e ainda se encontra distante do período pré-crise (3º trimestre de 2013). No gráfico abaixo é possível perceber que o ISA-CST de setembro está 25,4 pontos inferior ao do período pré-crise, o que significa um cenário bastante desafiador no curto prazo. A diferença para o período pré-crise é igualmente grande entre os três principais subsetores da construção: Serviços Especializados (-33,7 pontos), Edifícios (-25,1 pontos) e Obras de Infraestruturas (-23,1 pontos). “A recuperação da atividade tem se dado em ritmo muito lento, o que alimenta as incertezas empresariais”, comentou Ana.

O estudo completo está disponível no site.

Our website collects information about your device and browsing activity through the use of cookies seeking to allow features such as: improving the technical functioning of web pages, measuring the diffusion of the website and offering relevant products and services through personal advertisement. To find out more about the information and cookies we collect, visit our Cookie Policy and our Privacy Policy (available soon in English).