Confiança do Comércio avança e atinge maior valor desde 2014

“Os dois últimos resultados positivos da confiança do comércio sugerem que o pior pode ter ficado para trás. A alta expressiva de novembro confirma a recuperação da confiança do setor, um resultado que parece ter sido influenciado principalmente pela melhora das expectativas com o encerramento do período eleitoral", avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.
Economics
29 November 2018
Confiança do Comércio avança e atinge maior valor desde 2014

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) subiu 6,9 pontos em novembro, ao passar de 92,5 para 99,4 pontos, o maior valor desde março de 2014 (101,9). Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 3,2 pontos, segunda alta consecutiva.

“Os dois últimos resultados positivos da confiança do comércio sugerem que o pior pode ter ficado para trás. A alta expressiva de novembro confirma a recuperação da confiança do setor, um resultado que parece ter sido influenciado principalmente pela melhora das expectativas com o encerramento do período eleitoral. Novos avanços dependerão da continuidade da recuperação do mercado de trabalho e da redução adicional da incerteza”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.

A alta da confiança em outubro atingiu 10 dos 13 segmentos e foi influenciada tanto melhora da percepção dos empresários com relação a situação atual quanto pelas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 5,1 pontos, para 93,3 pontos, na segunda alta seguida. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) também registrou a segundo resultado positivo consecutivo, ao subir 8,4 pontos e atingir 105,5 pontos, o maior valor desde setembro de 2012 (106,0 pontos).

Os bons resultados do ISA-COM nos últimos dois meses sugerem uma melhora no ritmo de vendas do setor após um período turbulento. O Indicador de Desconforto do Comércio (composto pela soma das parcelas demanda insuficiente, acesso ao crédito bancário e custo financeiro como limitações a melhoria dos negócios), segue na mesma direção. Nos últimos quatro meses, a melhora do indicador em médias móveis trimestrais teve grande participação da redução das reclamações de demanda insuficiente. Em julho, 37,0% das empresas relatavam a demanda como limitação à melhora dos negócios; em novembro, esse número foi de 27,5%, o menor valor desde janeiro de 2015 (26,3%).

O estudo completo está disponível no site.

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