Comerciantes estão mais otimistas que consumidores no Natal

​​​​​​​Endividamento das famílias e desemprego deixou consumidores mais cautelosos
Economics
19 December 2018
Comerciantes estão mais otimistas que consumidores no Natal

Os empresários do Comércio esperam vender mais este ano. O otimismo é acompanhado em parte pelos consumidores, que devem gastar mais com os presentes de Natal. Apesar disso, a melhora em relação a 2017 foi mais tímida nesse grupo. Os dados são de pesquisas especiais feitas na Sondagem do Comércio e na Sondagem do Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

De acordo com a pesquisa, 43,1% dos 888 empresários entrevistados apostam que o Papai Noel deve ser mais generoso este ano em comparação a 2017 – um saldo positivo de 25,5 pontos em relação aos que esperam um Natal mais magro. O otimismo é puxado pelos setores hiper e supermercados e móveis e eletrodomésticos, que registraram 50,6 e 56,6 pontos, respectivamente – na diferença entre otimistas e pessimistas. Já o segmento de tecidos, vestuário e calçados teve resultado mais modesto: 12,7 pontos.

Mais vagas temporárias e chances de contratação

Outro dado animador é sobre a expectativa de abertura de vagas temporárias e de contratação. Nesse quesito, 43,8% declararam que irão contratar funcionários temporários para as vendas de final de ano. Apesar de certa preocupação com o ritmo de vendas no Natal, o segmento de tecidos, vestuário e calçados continua sendo o que mais pretende contratar (72,0%), seguido por hiper e supermercados (64,6%) e móveis e eletrodomésticos (60,6%).

Dois desses setores também são os que mais pretendem transformar as vagas temporárias em efetivas: outros varejistas (91,4%), tecidos, vestuário e calçados (84,7%), e móveis e eletrodomésticos (69,5%). Hiper e supermercados deve manter apenas 36,8% dos postos.

“A expectativa dos comerciantes é ter um final de ano melhor do que foi ano passado. Apesar da base de comparação ainda ser baixa, e depois de passar por um período turbulento ao longo do ano, onde tivemos os problemas de abastecimento com a greve dos caminhoneiros e incerteza elevada devido ao período eleitoral, o fato de esperarem melhores vendas e contratar mais funcionários do que no ano passado, sugere que eles esperam que a tendência de retomada observada nos últimos meses se mantenha”, destacou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.  

Consumidores cautelosos

O Indicador de Intenção de Compras do Natal – que mensura se o consumidor pretende gastar mais ou menos na data festiva – subiu de 60,3 pontos, em 2017, para 62,8 este ano. A leve melhora do indicador se deve ao fato de que um número maior de brasileiros pretende desembolsar mais em 2018, além de ter caído o volume dos que querem reduzir os gastos. Na prática, o resultado indica que o Comércio pode verificar melhora nas vendas este ano.

Quanto aos preços, verificou-se que a maior parte dos brasileiros (30,9%) deve gastar entre R$ 21 e R$ 50 nos presentes, seguido por 30,7% que declararam a intenção de desembolsar entre R$ 51 e R$ 100. A média de valores dos presentes caiu 9,7% – de R$ 104,50 para R$ 94,40. Somente 2,1% dos consumidores pretendem gastar mais de R$ 500, o menor nível da série histórica. Os itens mais procurados são roupas e brinquedos – citados por 42,3% e 17,8%, respectivamente. Destaque também para os perfumes, citados por 4% e à frente de calçados e eletroeletrônicos na preferência do consumidor.

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