IGP-M registra queda pelo 2º mês consecutivo, mas fecha ano com alta de 7,54%

Em dezembro de 2017, o índice havia subido 0,89% e acumulava queda de 0,52% em 12 meses.
Economics
02 January 2019
IGP-M registra queda pelo 2º mês consecutivo, mas fecha ano com alta de 7,54%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 1,08% em dezembro, percentual inferior ao apurado em novembro, quando variou -0,49%. Com este resultado, o índice encerra o ano com taxa de 7,54%. Em dezembro de 2017, o índice havia subido 0,89% e acumulava queda de 0,52% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) desacelerou de -0,81% em novembro para -1,67% em dezembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 0,07% em dezembro, contra -0,84% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa de variação passou de -12,43% para -8,83%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou taxa de 0,39% em dezembro, ante 0,13% no mês anterior.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de -0,55% em novembro para -2,66% em dezembro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cujo percentual passou de 0,11% para -2,13%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou -1,38% em dezembro, contra -0,08% em novembro.

A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas intensificou a queda passando de -1,10% em novembro para -2,45% em dezembro. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (5,95% para -3,61%), laranja (4,66% para -7,37%) e mandioca (aipim) (8,81% para -1,26%). Em sentido oposto, destacam-se os itens milho (em grão) (-7,66% para 1,38%), soja (em grão) (-6,24% para -3,96%) e bovinos (-0,87% para 1,47%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,04% em dezembro, ante 0,09% em novembro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (-0,10% para -0,90%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou -1,10% para -5,17%.

Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (0,68% para 0,44%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,36% para 0,17%), Vestuário (0,27% para 0,19%) e Comunicação (0,14% para 0,06%). As principais influências observadas para a desaceleração dos preços partiram dos seguintes itens: hortaliças e legumes (18,37% para 6,99%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,29% para -0,72%), roupas femininas (0,70% para 0,02%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,62% para 0,23%).

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (-0,65% para -0,21%), Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 1,13%) e Despesas Diversas (0,05% para 0,21%). Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados para os seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-4,18% para -2,67%), passagem aérea (5,55% para 17,55%) e tarifa postal (2,26% para 3,49%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,13% em dezembro, contra 0,26% em novembro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,28%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,56%. O índice que representa o custo da Mão de Obra permaneceu sem registrar variação.

O estudo completo está disponível no site.

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