Batata faz inflação de Páscoa pesar no bolso do consumidor

O vegetal registrou a maior alta do período: 78,83%. Segundo o IPC/FGV, os produtos mais procurados para a data tiveram, em média, aumento de 17,15%, entre abril de 2018 e março de 2019.
Economics
04 April 2019
Batata faz inflação de Páscoa pesar no bolso do consumidor

Após dois anos de inflação baixa – 4,55% em 2017 e 2,87% em 2018 – a inflação de Páscoa volta a pesar no bolso do brasileiro e vai exigir mais criatividade do consumidor na hora de montar o cardápio do almoço de domingo. Segundo o IPC/FGV, os produtos mais procurados para a data tiveram, em média, alta de 17,15%, entre abril de 2018 e março de 2019. O índice se descolou bastante do IPC-10 apurado no mesmo período, que registrou aumento de 4,37%.

“A alimentação tem subido mais neste início de ano, muito pelo fato de que este tem sido um período chuvoso. A questão climática tem significado um desafio para as lavouras, o que acaba impactando na oferta e, consequentemente, no preço dos alimentos”, detalhou Igor Lino, pesquisador do FGV IBRE e responsável pelo levantamento.

O grande destaque foi a batata-inglesa, que registrou a maior alta do período: 78,83%. O item já vinha puxando a inflação para cima. Outros destaques também são a couve (21,17%), o bacalhau (19,35%) e o atum (10,36%).

“O que ajuda também a influenciar a alta no índice é a base de comparação mais baixa, pois tivemos dois anos em que a cesta de produto de Páscoa subiu abaixo da inflação. No caso do Bacalhau, soma-se a isso a alta do dólar no período, já que o pescado é importado”, relatou Lino.

Apesar disso, alguns produtos tiveram reajustes abaixo da inflação média apurada pelo IPC-10, como foi o caso de: bombons e chocolates (3,64%)*, sardinha em conserva (2,83%), azeitona em conserva (2,73%), ovos de galinha (2,08%) e azeite (1,13%). Já os peixes frescos tiveram aumento próximo do IPC-10.

“Os peixes podem ser o refresco no bolso do consumidor, já que a alta dos pescados frescos (4,67%) está em linha com a inflação apurada no período (4,37%), ou até mesmo abaixo, no caso da sardinha em conserva (2,83%). Mas é importante ressaltar que os preços podem aumentar quando se aproximar a Semana Santa, dado que a demanda pelos peixes aumenta ainda mais nesse período”, analisou o pesquisador.

*Na apuração de Bombons e chocolates, os Ovos de Páscoa não estão contemplados.

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