Indicador Antecedente de Emprego recua e atinge menor nível desde outubro de 2018

Em médias móveis trimestrais o indicador recuou em 1,1 ponto, para 98,0 pontos, após avançar por quatro meses consecutivos.
Economics
10 April 2019
Indicador Antecedente de Emprego recua e atinge menor nível desde outubro de 2018

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas recuou em 5,8 pontos, para 93,5 pontos, o menor nível desde outubro de 2018. Em médias móveis trimestrais o indicador recuou em 1,1 ponto, para 98,0 pontos, após avançar por quatro meses consecutivos.

“O resultado negativo do IAEmp em março reforça a leitura feita no mês anterior de que os empresários estavam se tornando mais cautelosos após um período de aumento do otimismo. O ajuste expressivo das expectativas, devolvendo cerca de 3/4 da melhora observada ao final de 2018, sugere que o ritmo esperado de contratações continuará lento e gradual”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Indicador Coincidente de Desemprego

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 2,0 pontos em março, para 94,1 pontos, retornando ao nível de janeiro de 2019. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Em médias móveis trimestrais o indicador manteve a tendência de queda pelo terceiro mês consecutivo, ao cair 1,6 ponto, para 93,6 pontos.

“O aumento do Índice Coincidente do Desemprego (ICD), mantendo-se em patamar elevado, retrata a situação ainda difícil do mercado de trabalho”, continua Rodolpho Tobler.

Todos os componentes do IAEmp registraram variação negativa entre fevereiro e março. Os indicadores que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os indicadores de Emprego Local Futuro e de Tendência de Negócios, com variações negativas de 13,4 e 8,5 pontos na margem, respectivamente.

No mesmo período, a classe de renda familiar mais baixa foi a que mais contribuiu para o avanço do ICD. O Indicador de Emprego (invertido) avançou 6,2 pontos para os consumidores de renda mais baixa (renda familiar até R$ 2.100,00).

O estudo completo está disponível no site.