IGP-10 recua para -0,47% em agosto de 2019

Em agosto de 2018, o índice havia registrado elevação de 0,51% no mês e de 8,78% em 12 meses
Economics
19 August 2019
IGP-10 recua para -0,47% em agosto de 2019

O Índice Geral de Preços- 10 (IGP-10) caiu 0,47% em agosto, percentual inferior ao apurado em julho, quando registrou taxa de 0,61%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,92% no ano e de 5,20% em 12 meses. Em agosto de 2018, o índice havia registrado elevação de 0,51% no mês e de 8,78% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,83% em agosto. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,72%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram -0,73% em agosto, após registrar 0,01% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 3,62% para -5,00%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,11% em agosto. No mês anterior, a taxa foi de 0,27%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -0,83% em julho para -1,00% em agosto. A principal contribuição para o recuo da taxa do grupo partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,53% para -1,01%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou -0,78% em agosto, após alta de 0,18% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 3,34% em julho para -0,77% em agosto. As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: minério de ferro (12,05% para 0,69%), soja (em grão) (1,83% para -1,87%) e milho (em grão) (6,17% para -2,05%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens aves (-2,23% para 1,66%), laranja (-9,33% para 1,84%) e bovinos (0,33% para 0,94%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,24% em agosto. Em julho, o índice havia sido de 0,07%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação, cuja taxa passou de 0,20% para 0,99%. Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, que registrou alta de 5,14% em agosto, após variar 0,06% em julho.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (-0,64% para -0,31%), Alimentação (0,04% para 0,14%), Despesas Diversas (0,00% para 0,30%) e Comunicação (0,02% para 0,12%). As contribuições para estes movimentos partiram dos seguintes itens: gasolina (-2,57% para -1,42%), frutas (-2,65% para 3,19%), alimentos para animais domésticos (-0,58% para 1,27%) e tarifa de telefone residencial (0,00% para 0,50%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,80% para -0,45%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,41% para 0,35%) e Vestuário (0,03% para -0,09%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens passagem aérea (18,34% para -12,83%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,77% para 0,27%) e roupas (0,10% para -0,28%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,35% em agosto, após subir 1,08% em julho. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de julho para agosto: Materiais e Equipamentos (0,01% para 0,22%), Serviços (0,22% para 0,32%) e Mão de Obra (1,97% para 0,44%).

O estudo completo está disponível no site.

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