Energia elétrica e alimentos influenciam Expectativa de Inflação dos Consumidores de agosto de 2019

"A elevação do preço da energia elétrica e a diminuição do ritmo de queda dos preços de alimentos podem ter se colocado como obstáculo para uma redução maior das expectativas”, afirma Renata de Mello Franco, do FGV IBRE
Economics
22 August 2019
Energia elétrica e alimentos influenciam Expectativa de Inflação dos Consumidores de agosto de 2019

A expectativa mediana dos consumidores para a inflação nos 12 meses seguintes recuou 0,2 ponto percentual, de 5,3% em julho para 5,1% em agosto, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). Em relação ao mesmo mês do ano anterior houve queda de 0,6 p. p.

“A trajetória favorável da inflação observada nos últimos meses continuou a influenciar positivamente a expectativa dos consumidores em todas as faixas de renda. Contudo, a elevação do preço da energia elétrica em julho e agosto e a diminuição do ritmo de queda dos preços de alimentos podem ter se colocado como obstáculo para uma redução maior das expectativas, principalmente na primeira faixa de renda, que apresentou alta”, afirma Renata de Mello Franco, economista do FGV IBRE.

Analisando a frequência da inflação prevista por faixas de respostas, a parcela dos consumidores que projetam valores abaixo da meta de inflação para 2019 (de 4,25%), aumentou de 37,7% em julho para 43,4% em agosto, a maior nos últimos seis meses. Enquanto isso, a proporção de consumidores projetando valores dentro dos limites superior e inferior da meta de inflação para 2019 (entre 2,75% e 5,75%) variou 0,2 ponto percentual (p.p.), para 57,8%.

Na análise por faixas de renda, a maior queda em agosto nas expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes ocorreu entre as famílias com renda familiar mensal acima de R$ 9.600,00, cuja expectativa mediana diminuiu 0,4 p.p., para 4,1%, retornando ao mesmo nível registrado no primeiro trimestre desse ano. Somente para os consumidores de renda até R$ 2.100 houve alta no valor, de 0,1 p.p., para 6,0%.

O estudo completo está disponível no site.