Clima econômico na América Latina apresenta queda, aponta IBRE

Elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) em parceria com Instituto alemão Ifo, o indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) caiu 5% em relação a julho passado, mantendo-se em nível inferior à média histórica pelo 10º trimestre consecutivo. O ICE Mundial também recuou no trimestre (-7%), ficando abaixo da média pela primeira vez desde outubro de 2012. O índice é calculado pela fonte de dados da Ifo World Economic Survey (WES).Na América Latina, a queda no clima econômico foi determinada pela piora das expectativas, já que a avaliação da situação atual da economia ficou estável em relação a julho. Mundialmente, houve queda dos dois indicadores.A piora do ICE foi disseminada entre as principais economias ocidentais. O indicador continua em nível favorável nos Estados Unidos e na União Europeia. Em ambos os casos, a piora no clima está associada ao Índice de Expectativas (IE), sem alterações na percepção sobre a situação atual na União Europeia, e com o registro de melhora na margem no caso dos Estados Unidos. No grupo dos BRICS, apenas a Índia registrou clima econômico favorável e melhora em relação à última Sondagem. A avaliação do clima na Rússia melhorou, mas não o suficiente para o país passar para a região favorável do ICE. Entre os BRICS, o Brasil apresentou o pior Indicador de Clima Econômico. Em outubro, o ICE do Brasil atingiu o menor nível da série, iniciada em janeiro de 1989 (44 pontos). O IE brasileiro passou de 76 pontos para 68 pontos ? recuo de 11% entre julho e outubro. As expectativas, porém, não chegaram a ser tão negativas. O menor nível da série foi registrado em outubro de 2008 (54 pontos).Confira o estudo completo aqui.
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