Conferências da FGV debatem compras públicas e desenho de concessões

A Escola de Economia de São Paulo (FGV/EESP), a FGV Projetos e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) acabam de realizar a First Brazilian Conference Series on Public Procurement and Concession Design ? série de conferências realizadas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília com o objetivo de estimular a pesquisa aplicada a compras públicas e ao desenho de concessões, além de debater o modelo atual e possibilidades de melhorias. Primeiro a ser realizado, o evento de São Paulo aconteceu nos dias 21 e 22 de março no auditório da EESP, e foi voltado para questões teóricas e empíricas de tópicos como desenho de leilões e de contratos, eficiência e modelos inovadores em compras públicas, métodos de seleção de fornecedores, parcerias público-privadas e ?compras verdes?.Nos dias 24 e 25, na sede da FGV, no Rio de Janeiro, a conferência tratou de economia política, ambiente regulatório e institucional em compras públicas, a influência da corrupção e fraudes, regulação, cumprimento de normas e outras questões políticas. Na ocasião, o ministro da Controladoria Geral da União (CGU) Jorge Hage falou sobre os efeitos nefastos de favoritismos e práticas corruptas nas compras realizadas pelo governo. O professor Klenio Barbosa, um dos organizadores das conferências, concorda com Hage. ?Precisamos de arranjos institucionais sólidos, que combatam a corrupção e os problemas para a economia que ela gera?, destaca.Já em Brasília ? principal encontro do ciclo, na sede da Escola de Administração Fazendária (ESAF) ? a discussão foi aberta ao público e voltada para a formulação de políticas públicas, abordando o papel das diversas ramificações do governo para o incentivo ao desenvolvimento socioeconômico e para uma gestão de compras mais transparente, eficiente e inovadora. ?Graças à conferência, podemos dizer que entendemos as melhores práticas, de forma a termos maior eficiência dos gastos públicos em compras governamentais?, afirma Klenio.Ainda de acordo com ele, a série de encontros trouxe conclusões importantes. ?Além da necessidade de instituições firmes, é importante registrar que a discricionariedade pode ser útil para o governo, desde que utilizada de forma adequada?.As conferências reuniram autoridades políticas, pesquisadores e profissionais da FGV, Ipea, de instituições brasileiras como Universidade de São Paulo (USP), PUC -Rio e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e internacionais como Michigan State University, Toulouse School of Economics, Princeton University e Lancaster University.A First Brazilian Conference Series on Public Procurement and Concession Design contou com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da Escola de Administração Fazendária (ESAF) e da FGV/EPGE ? Escola Brasileira de Economia e Finanças. * Na foto, o Ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri - que abriu o evento no Rio. Neri é também presidente do Ipea.
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