IBRE avalia que Brasil não entra em recessão, mas crescimento é lento

 Não estamos entrando em recessão, mas também não estamos entrando numa fase de crescimento vigoroso e sustentável, avalia o economista do IBRE, Paulo Picchetti, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
Institutional
20 February 2014

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil ? divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) e pelo The Conference Board ? recuou 1,1% em janeiro, atingindo a marca de 125,0 pontos (2004=100). O resultado segue-se a uma alta de 0,4% em dezembro e a uma queda de 0,4% em novembro. Seis dos oito componentes contribuíram negativamente para o índice de janeiro.O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil e cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. Não estamos entrando em recessão, mas também não estamos entrando numa fase de crescimento vigoroso e sustentável, avalia o economista do IBRE, Paulo Picchetti, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.De acordo com Pichetti, apesar de o IACE ter apresentado queda de 1,1% em janeiro de 2014 ante dezembro de 2013, a análise semestral ? comparando janeiro com julho do ano passado ? mostrou alta de 0,30%, o primeiro resultado positivo em nove meses, nesta base de comparação. No entanto, o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que mede as condições atuais e subiu 0,4% em janeiro, corrobora a avaliação de que, embora não haja risco iminente de recessão, a atividade está crescendo em ritmo fraco. A variação dos meses anteriores também era próxima de zero, sinalizando que o país está num ciclo de crescimento baixo, que se aproxima da estabilidade, explicou.O pesquisador chamou a atenção para o comportamento dos itens que compõem o IACE. Em janeiro, seis dos oito componentes contribuíram negativamente para o índice: desempenho da Bovespa, Sondagem da Indústria, Sondagem de Serviços, Sondagem do Consumidor, taxa de juros e variação de termos de troca. Isso mostra que há um ambiente de pouco otimismo e merece destaque porque está ligado com as previsões quantitativas de crescimento que veem sendo rebaixadas, afirmou. Os únicos componentes que contribuíram positivamente foram produção de bens e consumo duráveis e volume de exportações.Sobre o IACEDe acordo com o IBRE, a agregação dos indicadores individuais em um índice composto como o IACE filtra os chamados ?ruídos?, colaborando para que a efetiva tendência econômica seja revelada. Com uma série histórica desde 1996, o IACE teria antecipado, de maneira confiável, todas as quatro recessões identificadas pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos do instituto (CODACE) durante este período.O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE)? para o Brasil foi lançado em julho de 2013 e permite uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo The Conference Board: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

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