Crescimento do PIB no ano que vem não deve passar de 2,5%, diz IBRE

A nova previsão para o crescimento econômico brasileiro ? feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e divulgada na semana passada ? coincide com o que grande parte dos analistas do país acredita: o Brasil não terá forças para crescer mais que 2,5% no ano que vem. Após a organização internacional divulgar que em abril o salto seria de 4% (caindo para 3,2% em junho), chegaram à conclusão que o aumento será em torno de 1,5% a menos.?Há alguns anos, acreditávamos que o crescimento poderia ser entre 4% e 4,5%, mas atualmente todo mundo está ciente de que esse número gira em torno de 2,5%. E o FMI, enfim, reconheceu isso?, afirma Fernando Veloso, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), em análise publicada no site do instituto. Um dos motivos para tal previsão são as incertezas criadas nos últimos três anos em razão de questões envolvendo aspectos macroeconômicos e regulatórios.De acordo com Veloso, logo após a crise econômica de 2008 o governo brasileiro expandiu o crédito dos bancos públicos, com aporte do Tesouro, principalmente via Banco de Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). Mesmo com a desaceleração em 2011 e 2012, essa tendência se manteve e, ao invés de restringir o acesso ao crédito, o governo expandiu-o na tentativa de reverter a queda de crescimento.?Ao invés de reconhecer as dificuldades e estabelecer uma meta abaixo da anterior, o governo prevê metas, por exemplo, de 2,3% do PIB, resultado pouco provável na visão dos economistas. Além disso, passa a existir pouca transparência, inclusive em relação à inflação que, persistentemente, tem ficado no teto da meta, em torno de 6%?, explica Veloso.Clique aqui e leia a análise no site do IBRE.
Related news
- Institutional26/10/2021
- Institutional04/10/2021
- Institutional08/09/2021








