Déficit na balança comercial representa risco, aponta IBRE

A edição de maio do Boletim Macro do IBRE aponta novos indicadores que começam a se apresentar no rol de riscos e incertezas que vem caracterizando a economia brasileira este ano, além da persistência da inflação no limite da meta e de uma política fiscal expansionista. Desta vez, a origem dos riscos está em uma área que até então não parecia apresentar sérios problemas: a das contas externas. Segundo o boletim, a principal fonte de preocupação é a balança comercial, que acumulou neste ano, até abril último, um déficit de US$ 6,2 bilhões. O resultado, o mais alto da série histórica desde 1950, embute tendências mais permanentes do que o aumento da importação de combustíveis. Entre elas, o fato de que o quantum de exportações apresentou no primeiro trimestre deste ano queda de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, com os básicos caindo 12% e os manufaturados 5%, enquanto o de importações registrava aumento de 8,1%. Mesmo com a reativação da atividade econômica doméstica, o IBRE prevê um aumento das importações em 2013, com a provável implicação de que as exportações líquidas contribuem para um crescimento do PIB mais negativamente do que em 2012. Clique e confira a edição de maio na íntegra. O Boletim também está disponível para visualização em iPad. Basta buscar por ?Boletim Macro? no iTunes Store.
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