Desoneração da cesta básica não garante inflação baixa, afirma IBRE

O corte de impostos federais (PIS/Confins) de produtos que compõem a cesta básica ? carne bovina, suína, ovina, além de açúcar, óleo de soja, manteiga, pasta dental, papel higiênico e sabonete ?, anunciado pelo governo federal no dia 8 deste mês, deverá ajudar na redução do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) durante os próximos meses. O superintendente adjunto de Inflação do IBRE Salomão Quadros prevê uma queda do IPCA de 0,35% a 0,40%. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 6,31%, puxada, principalmente, pela pressão inflacionária do segmento alimentação. ?A desoneração de alimentos pode contribuir para uma diminuição da inflação este ano, fazendo com que ela não ultrapasse o teto da meta (6,5%), mas isso não quer dizer que ela estará controlada?, ressalta. O economista acredita que a medida terá um efeito positivo no bolso do consumidor, mas alerta que o efeito será temporário. ?Esses produtos deverão ficar de 5% a 10% mais baratos. O consumidor será beneficiado no curto prazo, contudo, é possível que no segundo semestre os preços voltem a subir?, salienta Quadros, alertando que surpresas como choques agrícolas, aumento nas exportações de carne para a Europa e o descompasso entre oferta e demanda poderão pressionar a inflação para cima novamente. ?Veremos ao longo do ano qual será o comportamento dos preços. O governo toma uma medida como essa, bota água na fervura, depois vem um fato novo, como um choque agrícola, e mexe com a inflação. Pode-se derrubar alguns preços, como foi observado com os automóveis no ano passado depois da redução do IPI, mas eles podem continuar com a sua capacidade de alta. Nada é garantido?, enfatiza.
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