Escola de Matemática Aplicada da FGV apresenta soluções em tecnologias de scanner e impressão 3D para objetos de arte

Institutional
15 March 2013

As ferramentas da Matemática também podem ser usadas na preservação de acervos culturais. É o que demonstra a pesquisadora e professora da Escola de Matemática Aplicada da FGV, Asla Sá, na apresentação dos resultados da pesquisa do estágio pós-doutoral que realizou na universidade de Brighton, Inglaterra, até fevereiro deste ano.  Durante os sete meses em que esteve na instituição para participar do grupo de Informática Cultural, Asla trabalhou com tecnologias de impressão 3D e de aquisição de objetos de arte para a geração de acervos virtuais de museus. Com isso, o grupo desenvolveu uma solução para empacotamento de objetos de arte que envolve ambas as tecnologias. ?Propusemos uma solução inteligente para embalar/empacotar objetos únicos para seu armazenamento e transporte?, explica Asla.  De acordo com a professora, o investimento em tecnologia para preservação de acervos é uma demanda comum dos museus, embora o termo ?informática cultural? não seja conhecido. ?No caso de Brighton, o grupo de pesquisa em Informática Cultural buscava discutir todo tipo de tecnologia que poderia dar suporte a acervos culturais ? o que envolvia tecnologias para dar suporte ao processo de documentação principalmente de objetos tridimensionais, tais como esculturas e sítios arqueológicos?, conta a professora.  A própria Fundação Getulio Vargas investe em informática cultural. O projeto MIST, desenvolvido em parceria com o CPDOC, tem como objetivo detectar automaticamente as faces de personagens presentes nas fotografias dos acervos históricos do centro. Chamada ?tecnologia de anotação de faces?, ela auxilia o processo de documentação e de anotação das legendas das imagens. ?A intenção, no futuro, é sermos capazes de auxiliar o trabalho do profissional arquivista com a implementação de técnicas de inteligência artificial?, revela Asla.  Ainda de acordo com a pesquisadora, seu envolvimento com o tema das tecnologias para preservação de acervos culturais vem desde o doutorado. ?Durante o doutorado, estudei processos de aquisição de modelos de objetos tridimensionais a partir de fotografia. Depois, participei de um projeto com a Petrobras de aquisição de dados para a preservação das ruínas de um mosteiro localizado em um terreno da empresa. Finalmente, quando entrei para a FGV, me envolvi com o MIST?. E foi justamente quando o apresentava que novas portas se abriram em sua carreira. ?Durante um congresso em que eu estava apresentando os resultados obtidos com o projeto MIST, tive a oportunidade de voltar ao meu tema de doutorado e fazer o pós-doutorado em Brighton?, lembra.  A apresentação dos resultados da pesquisa ?Empacotamento de objetos de arte únicos utilizando técnicas de scanner e impressão 3D? aconteceu ontem, dia 14 de março,  na sede da FGV. *Objeto da coleção pessoal de David Arnold, chefe do grupo de pesquisa em Informática Cultural da Universidade de Brighton. A estrutura impressa em 3D foi o protótipo obtido como resultado da pesquisa desenvolvida. 

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