Carlos Ayres Britto é o novo professor das Escolas de Direito da Fundação Getulio Vargas

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto integrará o quadro de professores da Fundação Getulio Vargas, onde será o primeiro ocupante da cátedra Democracia e Direitos Fundamentais, criada conjuntamente pelas Escolas de Direito de São Paulo e do Rio de Janeiro neste início de 2013. Britto ? que presidiu o STF durante o julgamento do Mensalão em 2012 e se aposentou em novembro passado, ao completar 70 anos ? dará conferências tanto na DIREITO RIO e na DIREITO GV. O magistrado também contribuirá com pesquisas sobre o Poder Judiciário e a Constituição, além de participar da organização de um livro sobre casos emblemáticos julgados pelo Supremo na última década. ?A Constituição brasileira é um manancial a explorar. Riquíssima de princípios avançados e transformadores, ela tem todos os elementos necessários para ativar a cidadania e promover uma revolução cultural pacífica em nosso país?, disse o ministro. Para Ayres Britto, decisões recentes do STF relativas às Leis da Ficha Limpa e de Acesso a Informações Públicas, assim como sobre temas polêmicos como a união homoafetiva, autorização de aborto de anencéfalos e o próprio julgamento do Mensalão, já estão levando a Constituição a sair do papel e a se incorporar ao cotidiano brasileiro. ?Para tomarmos essas decisões, houve necessidade de eliminação de preconceitos. Mitos foram postos à prova e não resistiram à análise objetiva, fundamentada no texto constitucional. Gosto muito de enterrar ideias mortas, que estavam preservadas em formol?, afirmou o novo professor da FGV. ?É muito importante trazermos para a Fundação Getulio Vargas essa visão de dentro do Supremo Tribunal Federal?, disse o professor Oscar Vilhena, diretor da DIREITO GV, após reunião que selou a parceria entre Ayres Britto e a FGV nesta quinta-feira, em São Paulo. Para o diretor da DIREITO RIO, professor Joaquim Falcão, o ex-ministro será um importante ?interlocutor crítico para as pesquisas desenvolvidas nas Escolas de Direito da Fundação?. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Sergipe ? instituição da qual se tornaria professor ? Carlos Ayres Britto é mestre e doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em 2003, foi nomeado pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ministro do Supremo Tribunal Federal. Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral de 2008 a 2010 e o Supremo Tribunal Federal de abril a novembro de 2012, quando completou 70 anos e, pelas regras, foi aposentado compulsoriamente. ?Sinto-me vocacionado à reflexão, ao ensino e à discussão de temas jurídicos. E o contato com os jovens será como uma transfusão de energia que me revigorará nesta nova fase da vida?, comemora.
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