200 anos de independência do Brasil: evento discute educação, questão fiscal e crescimento 

“Ter essa perspectiva histórica nos ajuda a entender onde estamos e provavelmente nos dará pistas para onde devemos ir”, disse Fernanda Estevan, professora da FGV EESP, ao abrir a primeira mesa do evento.  
Economia
06 Outubro 2022
200 anos de independência do Brasil: evento discute educação, questão fiscal e crescimento 

Na última sexta-feira, 30 de setembro, a Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP) promoveu um evento para celebrar os 200 anos de independência do Brasil. O encontro reuniu especialistas para discutir três tópicos fundamentais para o desenvolvimento do Brasil: educação, questão fiscal e crescimento.   

O professor da FGV EESP, Leonardo Weller, foi responsável por conduzir a abertura do evento. Em seguida passou a palavra para a professora da FGV EESP, Fernanda Estevan, que mediou a primeira mesa. O tema debatido foi educação. Participaram da conversa Renato Colistete, professor da FEA-USP; Thomas Kang, professor da FCE-UFRGS; e Naércio Menezes, coordenador da Cátedra Ruth Cardoso, pesquisador do Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) e diretor do Centro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância (CPAPI) do Insper.  

“Ter essa perspectiva histórica nos ajuda a entender onde estamos e provavelmente nos dará pistas para onde devemos ir”, disse Fernanda ao abrir a mesa.  

Renato Colistete abordou o tema Financiamento público da educação primária do Brasil no século XIX. Segundo ele, este é um dos temas que foi pouco debatido no país. Em 1905, época do boom do café, aumentaram a arrecadação dos estados produtores e foram esses recursos que financiaram a educação, principalmente em São Paulo, na época. Em seguida, Thomas Kang também comentou sobre o contexto histórico, com foco na economia política de educação desde a década de 1930. Já Naécio Menezes, falou sobre a evolução atual da educação.   

“Houve um atraso histórico na educação muito grave, que precisa ser explicado. Nos últimos 30 anos se recuperou. Agora é melhorar o aprendizado e temos recursos para isso”, destacou Menezes.  

Assista a primeira mesa do evento
 

Após a primeira mesa, Luiz Felipe Alencastro, professor da FGV EESP e emérito da Universidade de Paris – Sorbone – palestrou sobre a questão macroeconômica do trabalho e como ela se organiza no Atlântico sul. O professor focou em quatro eixos principais: quando se patenteia a bipolarização da economia brasileira; quando Pombal se apropria da política indígena; o fim do tráfico de escravos; e quando se metaboliza o mercado de trabalho.  

No período da tarde, a segunda mesa abordou a questão fiscal para o desenvolvimento do Brasil. O professor Leonardo Weller apresentou os “dois historiadores econômicos Thales Pereira e Rafael Cariello, que estão lançando um livro sobre a crise fiscal da independência, e Vilma Pinto, que é diretora da Instituição Fiscal Independente do Senado Federal.”  

Pereira falou sobre o seu livro escrito em coautoria com Cariello, que aborda a crise fiscal na época da independência. O autor ressalta que a história brasileira não é especial, mas semelhante à de outros países e que tentam trazer essa similaridade para o período.  

A diretora da Instituição Fiscal Independente do Senado Federal, Vilma Pinto, discursou sobre a atual situação fiscal do país. Segundo ela, “a pandemia exacerbou os problemas estruturais da economia brasileira e trouxe novos: o aumento das desigualdades sociais e a resiliência da inflação.”  

A última mesa foi mediada pela professora da FGV EESP, Luciene Pereira. O tema discutido foi sobre o crescimento econômico do país e teve a participação de André Villela, professor da FGV EPGE, e Samuel Pessôa, pesquisador do FGV IBRE.  

Assista a segunda mesa do evento

Villela falou sobre o crescimento econômico durante o século 19, período que engloba o império no Brasil e o início do chamado crescimento econômico moderno. Já Pessôa, comentou sobre o crescimento econômico no século 20 e o período da grande estagnação, que vai de 1980 até hoje.  

O pesquisador conclui afirmando sobre a macroeconomia que segundo ele, “precisa estar minimamente em ordem, pois se ela não estiver é difícil ter um crescimento econômico”.  

O evento terminou com a professora Luciene agradecendo a todos os palestrantes e convidados pela presença e fez uma retrospectiva do dia: “Fomos desde o Brasil Império até os dias atuais falando de taxa de crescimento, escolhas políticas, econômicas, causas e consequências".

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