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Aceleradora de startups da FGV atinge número expressivo e amplia impacto no ecossistema empreendedor

Marco de 101 startups aceleradas consolida programa como referência nacional em inovação e desenvolvimento de negócios de base acadêmica 

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Turma de empreendedores

A aceleradora de startups FGV Ventures alcançou em novembro de 2025 a marca de 101 startups aceleradas, resultado que reforça seu papel no fortalecimento do empreendedorismo acadêmico no país. Desde sua criação, o programa tem apoiado empreendedores na validação de modelos de negócio, na estruturação de processos essenciais e na conexão com investidores, mentores e parceiros estratégicos. 

Ao longo de 19 batches concluídos, o programa registra taxa de sobrevivência de 64 por cento entre os negócios acelerados. Juntas, as startups somam mais de 600 milhões de reais em valuation e aproximadamente 220 milhões de reais captados. Para Luciana Cualheta, diretora da FGV Ventures, os números representam apenas parte do impacto gerado. 

Segundo ela, cada startup acelerada simboliza uma trajetória de transformação, sustentada por método, conhecimento e networking que permitem que empreendedores avancem com segurança e velocidade. A diretora ressalta que a conquista de 101 startups reflete um esforço coletivo que fortalece a construção de um ecossistema sustentável e colaborativo. 

O impacto também se expressa na diversidade e no propósito dos negócios apoiados. Quase 40 por cento das startups aceleradas são lideradas por mulheres e grande parte delas atua com iniciativas voltadas para inclusão social, sustentabilidade e inovação em setores estratégicos. Um dos critérios de seleção exige que os negócios mantenham práticas alinhadas a princípios éticos e com baixa geração de externalidades negativas, reforçando a visão de que o empreendedorismo pode ser uma ferramenta de transformação positiva. 

Entre os casos de destaque estão a Movêu, que ultrapassou 5 milhões de reais em faturamento após participar do programa, a IMBR Agro, reconhecida na lista Forbes Under 30, e a iWaste, que expandiu sua atuação para as cinco regiões do Brasil com soluções de gestão sustentável de resíduos. Para Luciana Cualheta, histórias como essas demonstram o potencial do programa para transformar ideias em negócios escaláveis e consistentes. 

Com inscrições abertas para o Batch 20 até 11 de janeiro de 2026, o programa amplia sua atuação com um novo ciclo totalmente online, oferecendo workshops, mentorias e conexões estratégicas para empreendedores de todo o país. Para participar, as startups precisam ter MVP validado com clientes reais e apresentar uma primeira versão funcional do produto. Os negócios também devem demonstrar responsabilidade social e ambiental, contar com equipes diversas e complementares e ter ao menos um sócio em dedicação exclusiva. 

A diretora afirma que o compromisso da aceleradora é seguir formando startups que cresçam com impacto e deixem um legado para o ecossistema empreendedor brasileiro. Para ela, o futuro do empreendedorismo nacional será impulsionado por iniciativas que integrem inovação, responsabilidade e colaboração. 

Para mais informações, acesse aqui.