Analistas debatem que Brasil o próximo presidente irá encontrar

É consenso que o próximo presidente encontrará muitos desafios pela frente. O seminário visa promover a discussão sobre o que o Brasil deve fazer para trilhar o caminho do desenvolvimento econômico-social.
Economia
23 Maio 2018
Analistas debatem que Brasil o próximo presidente irá encontrar

O cenário eleitoral ainda é incerto e os cientistas políticos classificam as eleições de outubro como das mais indefinidas na história do país após a redemocratização. Entretanto, é consenso que o próximo presidente encontrará muitos desafios pela frente. Para promover a discussão sobre o que o Brasil deve fazer para trilhar o caminho do desenvolvimento econômico-social, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) irá reunir no próximo dia 25 de maio, das 9h às 18h, no Centro Cultural FGV (Praia de Botafogo, 186. Botafogo, Rio de Janeiro/RJ), economistas, estudiosos e representantes da gestão pública.

O Seminário “O Brasil que o próximo presidente encontrará” terá quatro painéis, que irão girar em torno de três grandes temas: infraestrutura, financiamento e contas públicas. Pela manhã, Ana Carla Abrão, sócia da consultoria Oliver Wyman no Brasil, irá analisar os Mitos e falsas percepções sobre a realidade brasileira, com comentários do pesquisador do FGV IBRE, Fernando Veloso.

A segunda mesa tratará de tema fundamental para o desenvolvimento do país: Infraestrutura. O painel sobre desafios e perspectivas para o setor será apresentado por Vinícius Carrasco, professor da PUC-Rio, e por Alessandro Jorge, da Oliver Wyman. Os comentários ficam por conta de João Manoel Pinho de Melo, secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência; do economista Claudio Frischtak; e da diretora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura (FGV CERI), Joisa Dutra.

Armando Castelar, coordenador do evento e da Economia Aplicada do FGV IBRE, aponta alguns dos gargalos que o Brasil deve superar para voltar a investir, nessa e em outras áreas. “Não existe bala de prata nessa área. Porém, salientaria três medidas. A primeira, é baixar o custo de capital, via um ajuste fiscal mais permanente, permitindo de fato respeitar a Emenda Constitucional 95, que fixou o Teto de Gastos para a União. A segunda, é reduzir a incerteza causada pelas indefinições quanto ao futuro das reformas e pela falta de segurança jurídica. Por fim, a necessidade de uma estrutura tributária mais racional e, de preferência, com uma carga tributária cadente, avaliou.

Na parte da tarde, um dos temas em pauta será exatamente a Crise fiscal e reforma do Estado, que muito tem se debatido, principalmente sobre a reforma da Previdência. Participam Ana Carla Abrão; Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional; Felipe Salto, diretor-executivo Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal; e Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do FGV IBRE.

O último painel discute o Crédito e o papel dos bancos públicos. A economista Elena Landau, o professor do Insper e especialista em BNDES Sergio Lazzarini, além de Ana Carla, Carrasco e Castelar, analisam as medidas mais eficazes para se avançar nessa área.

O evento é gratuito e voltado para profissionais e estudantes. Para mais informações e inscrições, acesse o site.